Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 18/11/2021

A obra publicitária “Agro é tec, agro é pop, agro é tudo”, da emissora Globo, retrata as faces positivas do agronegócio na sociedade, de forma a mascarar suas maleficências. Fora do campo midiático, verifica-se que essa propaganda vai de encontro com a realidade brasileira, de modo que polêmicas são encontradas acerca da expansão dessa atividade agrária no País. Nesse sentido, infere-se que essas adversidades baseiam-se na degradação de recursos naturais, bem como na desvalorização da agricultura familiar.

De antemão, percebe-se que a deterioração ambiental revela um dos impactos causados pela expansão agro no Estado. Nessa lógica, é possível relacionar a isso a teoria de Paul Watson, um dos fundadores do “Greenpeace”, a qual expõe que a inteligência do ser é baseada na sua relação harmônica com o meio. Contudo, por meio da análise temática, chega-se à conclusão de que essa compatibilidade não é efetuada. Isso porque com a expansão da atividade e com a necessidade de uma maior produção agrológica, ocorre, entre outros, o desmatamento desenfreado de terras e o uso de agrotóxicos, de forma a romper com o equilíbrio entre o ser e a dignidade ambiental. Desse modo, é notável que a relação desarmônica entre o homem e a terra é um dos impactos diretos do agronegócio.

Ademais, verifica-se que a desvalorização da agricultura familiar expõe outra polêmica atrelada à expansão agrícola no Brasil. Nessa ótica, é possível relacionar isso ao pensamento do sociólogo Karl Marx, o qual relata que a avidez capitalista é um dos grandes males do meio social, tal como o promissor da desigualdade no âmbito. Nesse contexto, chega-se à conclusão de que essa disparidade está presente na relação agro parental e empresarial, visto que o investimento do capital estatal está voltado, marjoritariamente, para as grandes corporações, de modo que evidencia a potencialidade produtiva de negócios expansivos e o desfalque monetário de pequenas empresas, de forma a inviabilizar uma disputa comercial igualitária e humana, assim como o hiato aocial exposto pelo autor.

Portanto, evidencia-se que as polêmicas da expansão agro, no Brasil, devem ser combatidas. Logo, cabe ao Ministério da Fazenda, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e com redes midiáticas, findar os impactos ambientais e atenuar a disparidade agricultora. Isso deve ser feito por meio da criação do projeto “Mais agro”, o qual deve fiscalizar, a partir de drones, a expansão de terras e a degradação ambiental, de forma a garantir a preservação do meio. Além disso, essa ação também deve viabilizar recursos monetários para evidenciar a agricultura familiar e, por meio de documentários, destacar os seus benefícios, a fim de que seja possível promover um agronegócio de faces positivas e igualitárias para a população, de forma a ir ao encontro do caráter publictário da emissora em destaque.

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