Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 06/01/2022

O agronegócio configura importante segmento para a economia brasileira, haja vista sua forte pariticipação no PIB nacional. Entretanto, há intensa discussão acerca dos limites a serem impostos a essa atividade em razão dos seus efeitos negativos para o meio ambiente, como a contaminação do solo pelo uso de agrotóxicos. Dessa forma, aponta-se que para reverter esse quadro, é essencial que o governo federal, em articulação com o setor do agronegócio, intensifique ações sustentáveis para que seja garantido o equilíbrio entre produção e meio ambiente.

Inicialmente, destaca-se que o desenvolvimento nacional deve se pautar em práticas saudáveis não para a economia e o meio ambiente. Assim, surge a necessidade de adoção do crescimento sustentável, o qual, segundo as Nações Unidas, defende que a produção atual deve ser capaz de satisfazer suas necessidades sem comprometer a capacidade produtiva das gerações futuras. Nesse contexto, o setor produtivo deve fazer uso dos recursos naturais de forma consciente por meio de produtos que não agridam o meio ambiente Apesar deste  cenário ser o ideal, no Brasil, observam-se atitudes agrícolas irresponsáveis quando se trata do manejo do solo ou da água. Segundo a Câmara dos Deputados, o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, haja vista o intenso uso desses elementos, os quais contém substâncias químicas que agridem o solo e a água, além de causar a morte de espécies marítimas, como os peixes.

Nessa perspectiva, surge a urgente necessidade do aparato estatal oferecer suporte legal e financeiro para que o segmento agrícola adote práticas saudáveis em termos ambientais. A título de exemplo, citam-se os chamados biodigestores, que são capazes de reaproveitar resíduos orgânicos, além de produzir biofertilizentes. Tais efeitos são essenciais para o manejo adequado do solo. Ademais, a substituição de agrotóxicos por biofertilizantes se mostra extremamente urgente, pois aumentam os nutrientes no solo e não dispõe de substâncias químicas ofensivas ao ecossistema.

Assim, é essencial que governo federal, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, desenvolva políticas públicas que incentivem os atores agrícolas à gestão adequada do solo, como através do fomento de fundos que disponibilizem recursos financeiros para que possam financiar empreendimentos que não agridam a natureza.  Tal fundo é importante em razão dos altos preços de equipamentos sustentáveis, como a implantação de um biodigestor. Acrescenta-se que o alto valor dessa tecnologia configura fator limitador para o uso dos pequenos agricultores no âmbito sustentável. Entretanto, com o suporte financeiro estatal, é possível incrementar práticas econômicas capazes de alinhar o crescimento econômico com a preservação do meio ambiente.