Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 07/11/2022
No filme “Rio 2”, enquanto o personagem Blu tenta a se adaptar à vida selvagem da floresta, o casal de humanos Linda e Túlio tentam salvar a floresta da exploração e do desmatamento. Apesar de ser apenas um desenho animado, isso pode ser visto na realidade com a devastação da Amazônia por conta do agronegócio. Nesse aspecto, as consequências trazem impactos não só nas estruturas florestais, como também aumenta o número de posses de terras ilegais.
Primeiramente, um número crescente de problemas ambientais é causado pelo agronegócio, e isso é um dos motivos de gerar tanto debate antes de expandir ações em uma terra. Alguns exemplos seriam o desmatamento, a perda da biodiversidade, a degradação do solo, poluição do ar, das águas e criação de gado. De acordo com dados do IBGE, as regiões mais devastadas pelo incremento da pecuária seria a região Norte e Centro-oeste.
Em segundo lugar, a regularização de terras é algo bem questionado na expansão do agronegócio. O fato da Amazônia concentrar terras públicas que não são alvo de construção do país, ou seja, do Estado, aumentou sua vulnerabilidade à posse de terras de forma ilegal e assim algumas leis são burladas ou deixadas de lado. Segundo a MapBiomas, a maior parte das áreas desmatadas são casos com indícios de ilegalidade na ocupação.
Portanto, visto que a expansão do agronegócio pode causar problemas ambientais e perda de áreas naturais pela posse ilegal, é necessário que o Ministério da Agricultura aumente a fiscalização em áreas devastadas e mantenha um controle dos documentos de posses e das áreas que precisam ser preservadas, por meio do uso de aparelhos eletrônicos e a concentração de novos fiscais, a fim de diminuir as polêmicas sobre o agronegócio no Brasil. Só assim, a realidade pode se tornar diferente do que foi apresentado no filme “Rio 2”.