Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 08/11/2022
“A evolução humana tem que ter ciência e tecnologia”, afirmou Luciana Zaterka, professora de filosofia da Universidade Federal do ABC. Dessa forma, é visível a presença da evolução humana por meio da tecnologia dentro do agronegócio no Brasil, no entanto, tal avanço tende a acabar impactando o desenvolvimento da humanidade de forma negativa, assim, causando diversos desastres ambientais. Mediante a essa ótica, se faz necessário medidas interventoras que amenizem a problemática, a qual é agravada por falta de conscientização político social.
Em primeira análise, cabe pontuar o grave impacto ambiental do agronegócio, o qual acarreta em diversos quilômetros de desmatamento e grandes alterações climáticas. Bem como, o uso descontrolado de agroquímicos e fertilizantes, o que provoca a diminuição da oxigenação nas águas e, consequentemente, a morte dos peixes. Ou seja, em síntese, o agronegócio é o principal responsável pelo desmatamento no Brasil, com 97% de responsabilidade, de acordo com dados do Relatório Anual do Desmatamento, feito pelo Map Biomas.
Ademais, cabe ressaltar a forte influência do agronegócio no desmatamento de terras indígenas. Ao passo que, aldeias indígenas necessitam da boa preservação dos biomas para sua sobrevivência, o que, no entanto, não ocorre de forma efetiva, na medida em que invasões territoriais, violências físicas e desmatamento passam a ocorrer no interior das aldeias, tornando impossível a permanência e sobrevivência da comunidade. Assim como, afirmou o indígena Leosmar Antônio em entrevista ao Brasil de Fato, “No limite dos nossos territórios já estão as fazendas, que, com os venenos, trazem consequências para a saúde, dificuldades no nosso sistema tradicional de plantio e poluem nossa água”, lamenta o mesmo.
Portanto, depreende-se a necessidade de se combater esses obstáculos. Por meio do corpo Legislativo, cabe ao Governo Estadual regularizar e colocar em prática a fiscalização das fronteiras agrícolas e dos biomas brasileiros, com o objetivo de penalizar efetivamente os crimes ambientais ocorridos e sancionar a destruição de terras indígenas. Contudo, assim se consolidará uma sociedade mais consciente e íntegra que alcance cada vez mais a evolução humana, bem como dito por Luciana Zaterka, professora de filosofia da Universidade Federal do ABC.