Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 08/11/2022
O documentário italiano “Soyalism”, retrata como o sistema do agronegócio ocidental está se expandindo, exluindo os pequenos proprietários e degradando o meio ambiente. Fora da obra cinematográfica, com ênfase na sociedade brasileira hodierna, percebe-se uma ideologia similar ao do documentário, visto que as polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil representa um obstáculo de grandes proporções. Assim, é notório que esse cenário envolve duas importantes questões, o desmatamento e a degradação do solo.
Em primeira análise, é imperioso analisar a ausência de medidas governamentais para combater o desmatamento. Segundo o Relatório Anual do Desmatamento, feito pelo Mapbiomas, o agronegócio é o principal responsável pelo desmatamento ilegal no Brasil, causando 97% da perda de vegatação nativa, sendo 59% da área desmatada na Amazônia, 30% no Cerrado e 7% na Caatinga. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, a questão do desmatamento é cada vez mais preocupante, isso porque trás consequências irreversíveis como, desequilíbrio ambiental, perda da biodiversidade de animais e plantas e elevação do número de espécies em extinção.
Ademais, a degradação do solo também pode ser apontada como consequência do revés. Segundo a Embrapa são consumidos 130 mil toneladas de agrotóxicos anualmente no país. Partindo desse pressuposto, percebe-se que o Brasil tem um consumo excessivo de agrotóxicos. Esse uso indiscriminado de agrotóxicos pode gerar diversos problemas como, contaminação do solo, esgotamento de nutrientes, afetar a biodiversidade, redes alimentares e ecossistemas terrestres e aquáticos.
Urge, portanto, que é essencial a atuação estatal para que tais obstáculos sejam superados. Assim, o Ministério do Meio Ambiente, órgão responsável pela proteção e recuperação do meio ambiente, deve aumentar a fiscalização ambiental e adotar medidas mais restritivas em relação ao uso dos agrotóxicos, por meio de leis, com o objetivo de conciliar o agronegócio com a preservação da natureza através de mais meios sustentáveis.