Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 08/11/2022

Na concepção sociológica de Karl Marx, revolucionário socialista do século XX, o homem, no panorama capitalista, antepõe o rendimento em detrimento do ganho por meio deste. À vista disso, proprietários brasileiros do agronegócio efetivam procedimentos em prol da aquisição de riquezas que afetam os meios trabalhistas e ambientais no âmbito social em que estão inseridos. Constata-se necessária, portanto, a discussão atinente à deterioração contínua da fauna e da flora e a imprudência no que concerne ao povo indígena e suas terras.

Em primeira análise, sabe-se que os embates ambientais originam-se da superexploração do ambiente para favorecer o desenvolvimento agroeconômico. De acordo com o site “brasildefato.com.br”, o agronegócio foi responsável por 97% do desmatamento no Brasil em 2021. Nas regiões sul e sudeste, a ascensão do agronegócio proveio a exploração máxima do solo, empobrecendo e reduzindo seu tempo útil de fertilidade. Ademais, sabe-se que o desflorestamento é a primeira consequência da atividade agropecuária no Brasil, trazendo consigo os impactos da perda da biodiversidade que promove a supressão da fauna e flora existentes.

Em segunda análise, é imprescindível negar a figura dos povos indígenas que favoreceram o desenvolvimento da economia através de atividades agrícolas. Contudo, apesar da grande relevância que possuem, o agronegócio, ainda sim, ameaça a sobrevivência dos nativos por meio da contaminação dos lençóis freáticos pela utilização de agrotóxicos. Em 2017, a escola de samba Imperatriz Leopoldinense ‘denunciou’ essa ameaça através do tema: “Xingu, o clamor que vem da floresta”, com uma crítica às ações do homem branco no meio ambiente.

Dessarte, é preciso que o Estado, em conjunto com o IBAMA, órgão responsável por garantir a segurança do meio ambiente, por meio da jurisdição, gere a criação de cursos Agroecológicos e Engenharia de Biossistemas em universidades para promover tecnologias que façam do agronegócio um fator menos danoso ao ecossistema. Ademais, a Anvisa, orgão responsável pela inspeção da vigilância sanitária, por meios legais para o bem-estar do indivíduo, deve vistoriar com mais atenção os alimentos contaminados por agrotóxicos e aplicar taxas consideráveis por esse ato e, assim, tornar a região digna de cidadãos saudáveis.