Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 09/11/2022
Após a Revolução-Técnico-Científico, a população mundial cresceu exponencialmente. Isso se deve à melhoria da saúde e à ciência aprimorada. No entanto, o agronegócio está destruindo recursos naturais vitais para atender às necessidades da vasta população. Esse dilema é em grande parte resultado das tecnologias utilizadas no campo e da falta de leis que priorizem a proteção e regulação do uso das terras cultivadas, pois são propriedades ecossistêmicas que beneficiam todos os seres vivos.
Os métodos de fertilização e remediação do solo podem causar sérios problemas para a cadeia biológica, pois os pesticidas causam a morte de bactérias nitrificantes nas raízes das plantas, e os efeitos de bioacumulação ocorrem quando as toxinas se acumulam nas células das plantas, que por sua vez são passadas para as pessoas que ingerem alimentos diretamente ou não. Conforme noticiado pela revista Cabo Verde em fevereiro de 2014, envenenamentos do solo e graves problemas de saúde, como o caso do DDT (dicloro-difenil-tricloetano) na década de 1990, envenenaram 114 trabalhadores rurais no estado do Acre.
Além disso, as leis atuais oferecem poucas fiscalizações sobre o uso de insumos e o desmatamento desenfreado, uma vez que não há incentivos para melhor aproveitamento dos solos e desenvolvimento de técnicas de produção sustentáveis. Dessa forma, os empresários não se intimidam com o desmatamento de quilômetros de mata virgem, levando ao aumento do efeito estufa pela redução do gás carbônico que as plantas ali absorvem.
Em suma, a produção de alimentos e afins deve continuar crescendo. No entanto, medidas devem ser tomadas para resolver os problemas acima. Para isso, podem ser criadas parcerias entre Ministérios da Agricultura, academias e centros de pesquisa para utilizar a biotecnologia no melhoramento de plantas para que possam produzir mais em espaços menores, com menor custo e com acessibilidade do produtor. Além de criar um órgão que tenha como principal função fiscalizar e capacitar agricultores e conceder incentivos fiscais para aqueles que de alguma forma promovem a sustentabilidade de suas propriedades.