Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 09/11/2022
Desde a colonização portuguesa em 1500, o Brasil esteve ligado com a exportação de produtos, como os ciclos de cana-de-açúcar no Nordeste e de café no Sudeste. Atualmente, a fronteira agropecuária está avançando do Centro-Oeste em direção à Amazônia, sendo produzidos soja e gado para alimentar o mundo. Contudo, a expansão do agronegócio traz problemas para o Brasil, especialmente no que tange a ilegalidade e a fome nacional, e deve ser superada.
Primeiramente, tem-se a relação entre o avanço da fronteira agropecuária e a criminalidade. De acordo com o Relatório Anual de Desmatamento realizado pelo Mapbiomas, é observado que o agronegócio foi responsável por 97% do desmatamento em 2021, tanto legal quanto ilegalmente, no qual a maior parte se concentrou na Amazônia. Tal dado evidencia a máfia de crime que controla as empresas desse setor, uma vez que roubam e destroem a natureza sem se importarem com o prejuízo no meio ambiente e com a população local, destacando-se o abuso às comunidades indígenas. Dessa forma, o monitoramento por satélites e a denúncia dos crimes contra a floresta Amazônica pela agência “Global Witness”, por exemplo, tornam-se essenciais para a punição do problema.
Além disso, chama-se atenção ao contraste existente no país. Segundo o relatório Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), apesar de ser o celeiro do mundo e alimentar cerca de um sexto da população, o Brasil possui 63,1 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar. Logo, observa-se a falta de humanização das empresas do agronegócio que, em suas buscas constantes por lucro, não são conscientes com o cenário do país em que retiram as riquezas naturais.
Portanto, para resolver essa problemática, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, órgão responsável pelo gerenciamento da política nacional do meio ambiente, investir na fiscalização da agropecuária, por meio da regulamentação do uso das terras da Amazônia, a fim de diminuir o desmatamento ilegal e punir os seus infratores. Ademais, é vital a criação de um projeto para a distribuição de comida gratuita aos necessitados, a partir de uma parceria das empresas do setor agropecuário com o Estado. Assim, ciclo de insustentabilidade será quebrado.