Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 09/11/2022

Pela forma de colonização e pela divisão espacial do Brasil, durante sua formação, o setor agropecuário foi claramente superior às demais áreas de desenvolvimento nacional. Portanto, o agronegócio representa um “espinho no olho” do governo central, considerando suas consequências negativas, como a destruição de ecossistemas e apropriação de terras indígenas, destruindo uma parte da história natural, cultural, enfatizando seu desenvolvimento, o país.

Dito isso, um quarto do PIB brasileiro vem do agronegócio, segundo a Federação Brasileira da Agricultura e Pecuária (CNA). Assim, por apresentar uma divisão extremamente concentrada entre seus latifúndios, o país depende em parte de um pequeno segmento privilegiado da agricultura para seus interesses. Esses interesses, no entanto, estão em desacordo com grandes segmentos da população e organizações como o MST (Movimento dos Sem Terra), que começam a ver a destruição de mais florestas como um dano irreparável à riqueza do país em benefício de apenas alguns.

Segundo os fatos supramencionados, a expansão descontrolada da agricultura também confronta os estilos de vida de povos com tradições muito antigas que são tolhidas pela opressão das civilizações atuais. Desde que o Brasil foi colonizado, os povos indígenas foram ameaçados e abusados, e mais de 70% da população foi exterminada. Mesmo assim, muitos projetos foram aprovados para deslegitimar instituições criadas para protegê-los, como a FUNAI (Fundação Nacional do Índio), um exemplo recente disso é a tentativa de ratificação da PEC 215, que visa controlar pessoas protegidas ao território do O Senado era composto principalmente pela elite latifundiária.

Por isso, é importante ressaltar a importância de se ter uma visão mais ampla na escolha do rumo da política brasileira, de modo que os projetos devem ser aprovados com o consenso geral e no interesse de todo o país. Ao fazê-lo, organizações como FUNAI e MST precisam ter voz no apoio a segmentos desfavorecidos da sociedade que não têm o poder econômico significativo da classe alta mas compõem a população brasileira. Além disso, os projetos ambientais precisam de tempo e legitimidade para proteger os ecossistemas