Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 28/07/2023
Após a Segunda Guerra Mundial, um novo sentido foi traçado na geopolítica mundial. Sob o comando dos Estados Unidos, foi designado ao Brasil o papel de ser -mais ainda- um país exportador de insumos agrícolas. Para isso, investiu-se na mecanização do campo e na ampliação das fronteiras agrícolas. Assim, décadas depois, observa-se que os impactos acerca da expansão do agronegócio são diretamente sentidos pela população, que observa enquanto os grandes capitalistas tomam as terras do Brasil e poluem os rios e solos do país.
Primeiramente, convém salientar que a Constituição Federal prevê a preservação do meio ambiente para as próximas gerações. No entanto, o desejo por acúmulo de riquezas é tamanho que os latifundiários ignoram até mesmo as virtudes constitucionais. Dessa forma, tendo em vista que o agronegócio tem poder político no país, consolida-se uma espécie de omissão estatal perante os desejos predatórios dos capitalistas acumuladores. Nesse viés, a população é quem sofre os males dessa prática, pois é o povo quem bebe dos rios poluidos e é o mesmo povo sofrido que observa a fauna e flora do país desaparecerem gradualmente.
Ademais, convém ressaltar que a mecanização do campo, chamada de “Revolução Verde” começou em meados dos anos 1960 e trouxe benefícios às lavouras de soja e milho. No entanto, é notório que a base alimentar dos brasileiros não contém nenhum desses alimentos, pois o que se compra no mercado é plantado e comercializado por agricultores familiares. Com esse raciocínio, infere-se que os benefícios da expansão do agronegócio estão voltados diretamente a uma parcela mínima da população, ou seja, aqueles que plantam para exportar. Portanto, fica evidente que a soberania e integridade do povo é ameaçada para beneficiar poucos indivíduos. Essa é a sintese do modelo de exploração capitalista, um mecanismo estrutural que torna os mais vulneráveis reféns de uma política de mercado que nada os beneficia.
Diante dos fatos expostos, conclui-se que a geopolítica mundial, em consonância com o agronegócio, impulsionam a expansão das terras agricultáveis. Dessa maneira, cabe ao Poder Executivo -órgão incumbido de garantir a representatividade do povo- a tarefa de reforçar o compromisso com a agenda ambiental. Para isso, deve-se investir na fiscalização dos agentes desmatadores por meio da inteligência da Polícia Federal, que tem poder para identificar e punir os agricultores mal intencionados. Como resultado, será possível alterar o atual quadro de negligência estatal perante os predadores da flora brasileria.