Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 22/09/2023

A Revolução Verde é empregada para designar o processo de transformação na agricultura em escala global que se deu por meio do desenvolvimento e incorporação de novos meios tecnológicos na produção, o que tornou o cultivo propício em diversas condições que, antes, eram impossíveis. No entanto, essa prática desencadeou inúmeras polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil, visto que esse meio tem causado grandes impactos ambientais ao mundo. Sob esse viés, é nítido que o desmatamento e a poluição são inefáveis consequências do processo de plantio extensivo.

Diante do exposto, é lícito postular o desmatamento como uma das principais polêmicas no que tange a problemática. Nesse sentido, o documentário “Mataram irmã Dorothy” mostra a vida de uma ativista morta na Amazônia por lutar contra a expansão do agronegócio em solo tropical, prática que está completamente atrelada à retirada da cobertura vegetal original, a qual, com o passar dos anos, aumenta gradativamente. Assim, como também mostrado no documentário, o desmatamento não está atrelado somente ao agronegocio, mas, também, diversos outros problemas ambientais e sociais, como o aquecimento global e o genocidio cultural indígena.

Outrossim, é válido ressaltar também que a poluição torna-se maior a cada ano devido ao aumento na produção. Diante disso, a utilização de agrotóxicos como fertilizantes e pesticidas acabam por prejudicar o meio ambiente, pois poluem os lençóis freáticos e os cursos d’água devido seu excesso implantado na agricultura extensiva, a qual, sem eles, não obteria exorbitantes números de produção. Além disso, as monoculturas favorecem o desenvolvimento de doenças cada vez mais comuns em nossa sociedade, como a depressão. Portanto, é inaceitável que em um país desenvolvido como o Brasil, a produção esteja acima da saúde do povo.

Em suma, urge a necessidade de findar as polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil. Logo, o Ministério do Meio Ambiente, órgão responsável pela manutenção da natureza no país, garantir a preservação da área natural, por meio de leis que impeçam o uso desenfreado dos produtos, a fim de que o agronegócio em terra tupiniquim torne-se cada vez mais sustentável.