Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 04/10/2023
Durante a segunda metade do século XX, ocorreu a ditadura civil-militar brasileira, período em que houveram diversas alterações em todas as áreas do país, inclusive a estrutura agrária, quando os militarem buscaram marchar para o interior do território nacional. Tal fato contribuiu para o desmatamento de grande parte da Amazônia e hoje, se assemelha à a expansão da fronteira agrícola que está destruindo o Cerrado. Com isso, é necessário analisar as controvérsias que a expansão do agronegócio tráz para o país na atualidade.
Diante desse contexro, cabe analisar como o Brasil sempre teve dificuldade em conservar os próprios biomas originários. Sob tal ótica, desde a a colonização, começou-se a exploração inadequada e desenfreada dos recursos naturais, como o pau-brasil, além do uso inasequado da terra para o plantio. De maneira semelhante, atualmente, a fauna e flora do Cerrado sofre com a expansão das palntações de soja pelos posseiros, que se propagam ilegalmente, queimando florestas e extinguindo animais. Dessa forma, o meio ambiente é ignorado pelos fazendeiros e trocado pela economia, visando sempre o lucro. Logo, a não punição severa de donos de terras impróprias, apenas contribui para o seu crescimento.
Além disso, vale ressaltar como a revolução verde, apesar de ser considerada positiva, trouxe inúmeros pontos negativos em relação ao ecossistema. À luz disso, o filósofo inglês, Francis Bacon, afirma que só se pode vencer a natureza, obedecendo-lhe, o que contradiz o fato de que o ser humano está destruindo a biodiversidade que existe. Nesse sentido, as pesquisas feitas para a alteração genética de alimentos de consumo, buscando os melhores frutos, contribui para uma diminuição da variabilidade genética, visto que as sementes são majoritariamente controladas. Assim, o almejo pela maior podutividade catalisa as alterações do estado natural da vida.
Portanto, medidas que visem a alteração do cenário atual precisam ser tomadas. Para isso, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente, por meio de órgãos fiscalizadores, verifique as terras tomadas por posseiros e puna-os, redistribuindo estas com pequenos agricultores, para motivar a cultura de subsistência. Com isso, poderemos, enfim, alcançar uma sociedade mais justa.