Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 05/11/2023

Durante a novela “O rei do gado” é narrado a forma como as duas famílias imigrantes ascenderam com o aumento do seu plantio de café, porém também é visível como esse investimento causou diversos malefícios. Consoante a isso, a realidade assemelha-se a ficção, as polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil são cada vez mais negativas e graves. Logo, seja pela poluição ambiental, seja pelo descaso estatal, o crescimento desenfrado desse mercado agrocultivador é nocivo para a sociedade. Sob esse viés, é vital a resolução dessa problemática.

Mormente, faz-se necessário ressaltar o dano que a contaminação dos ecossiste-mas podem causar. Sob essa ótica, Bill Mollison afirma que o problema da agricultura atual é que a produção não é voltada para a comida, mas sim para o dinheiro. Dessa forma, é perceptível que o a natureza é ignorada e desconsiderada no processo do crescimento agropecuário, refletindo em diversas partes da fauna e flora da área que esse comércio é propagado. Então, devido ao excesso de impurezas, diversas formas de vida encontram-se ameaçadas, incluindo o próprio terreno, confirmando o ponto abordado pelo filósofo supracitado.

Outrossim, o descaso estatal também também é um agravante. Nesse sentido, a Carta Magna garante o direito de um ecossistema ecologicamente equilibrado à todos, entretanto, a ineficência governamental torna-se irresponsável na preservação desse bem. Desse modo, a ausência de ficalização necessária na constante expansão da agropecuária resulta na promoção de medidas não éticas no meio desse setor -como o uso de agrotóxicos a base de fosfatos e nitratos que contribuem para a poluição de rios e canais hídricos, além de deixar os alimentos não viáveis para o consumo-, resultando em males ao meio ambiente e à saúde humana que poderiam ser evitados.

Portanto, urge a resolver esse problema. Destarte, cabe ao governo, na condição de garantidor de direitos, aumentar a fiscalização no agronegócio. Assim, por meio de fiscais contratados pelo Estado, a supervisão será mais rígida com a finalidade de promover um comércio menos ambicioso e cego para as questões ambientais.