Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 30/08/2024
Certamente, o agronegócio é um dos segmentos econômicos brasileiros de maior evolução, visto que é capaz de gerar riquezas e de melhorar a imagem do país em nível internacional. Entretanto, existem polêmicas envolvendo a expansão desse setor, sendo preciso analisar a influência dela no meio ambiental e social.
De início, vale ressaltar que serviços associados à agricultura e à pecuária utilizam muitos recursos naturais e desgastam a fauna local. Conforme uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o agronegócio, ao expandir, respondeu por quase 98% do total de água consumida no país em 2017. Nesse sentido, se o consumo desenfreado dos bens ambientais continuar, a escassez deles será intensificada, comprometendo, então, a qualidade de vida. Outrossim, o manuseio irresponsável de agrotóxicos e de nitratos como fertilizantes faz com que espécies nativas sejam extintas, além de provocar graves processos de poluição, tal como a eutrofização, a contaminação do lençól freático e a degradação do solo. Urge, pois, que haja uma melhor gestão da produção.
Ademais, é inegável que o agronegócio tende a intensificar as disparidades sociais. De acordo com o sociólogo Ricardo Abramovay, não há, efetivamente, falta de alimentos, e sim a distribuição irregular desses recursos. Portanto, fica evidente que os empreendedores da agropecuária priorizam apenas a elevação dos lucros, negligenciando, desse modo, a demanda social e colaborando com o quadro da fome. Em adição, é válido mencionar que um país que não apresenta reforma agrária adequada, como o Brasil, inviabiliza o acesso democrático à terra, agrava as consequências da pobreza e fornece abertura para o desenvolvimento de conflitos.
Logo, com o intuito de diminuir as polêmicas vinculadas à expansão do agronegócio e fazer com que os benefícios desse setor prevaleçam, cabe ao meios midiáticos, como importantes ferramentas precursoras de saberes e de influências, por meio de debates públicos e campanhas comoventes, denunciar as sequelas provocadas nos biomas brasileiros e pressionar as autoridades para que punam a má administração dos recursos naturais. Assim, com uma mobilização em massa e a conservação do espaço, organizações como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra conseguirão reivindicar a distruibuição justa de terras e de mantimentos.