Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 14/02/2025
Segundo o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um corpo biológico, já que suas partes devem interagir entre si. Analogamente a isso, as polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil, infelizmente, ignoram a interação de causa e consequência. A sustentabilidade pregada, deve garantir a preservação do meio ambiente sem freiar o progresso econômico, garantindo o bem estar social. Nota-se que, a discussão sobre a problemática deve resguardar a zona ambiental e garantir o desenvolvimento da economia.
Em primeiro lugar, é importante destacar que ao proteger a natureza protegemos nosso futuro. Sob esse viés, o agronegócio latifundiário prejudica a fauna e a flora, uma vez que a derrubada de mata nativa para expansão das lavouras obriga os animais a se deslocarem de espaço. Dessa forma, sucede a perda inevitável de espécies de plantas, bem como o aniquilamento de muitos bichos. Nesse sentindo, o filósofo grego Demócrito afirma que: “O animal é tão ou mais sábio do que o homem: conhece a medida da sua necessidade, enquanto o homem a ignora.”. Assim sendo, se deprecia o próprio futuro.
Em segundo lugar, promover a dilatação da riqueza nacional necessita também de prioridade, em virtude de vivermos em um sistema capitalista. Sob essa ótica, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (cepea) apresenta o Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2024, com o agronegócio representando cerca de 22% do mesmo, desses, 10% representavam culturas de subsistência. A valorização agrícola deve ocorrer, auxiliando principalmente os agricultures familiares, que produzem os alimentos que consumimos. Ademais, as medidas de proteção ambiental devem tangenciar grandes produtores e infratores da legislação ambiental.
Portanto, a preservação do meio ambiente e a evolução econômica da nação, devem ser aliadas. Assim, o Estado, órgão administrador, deve investir em instituições de proteção e fiscalização de infrações contra a natureza, como a Polícia Ambiental, por meio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática, a fim de alinhar preservação e desenvolvimento. Dessa forma, todo o corpo biológico funcionará em harmonia.