Políticas públicas e acordos internacionais: o papel do mundo no combate às mudanças climáticas
Enviada em 21/02/2024
As mudanças climáticas são evidenciadas principalmente pelo aumento da temperatura média do planeta, aumento este, intimamente ligado à maior concentração de gases de efeito estufa, que devido às suas características físico-químicas absorvem e retêm parte da energia solar recebida na superfície terrestre.
Os principais gases classificados nesta categoria, são aqueles compostos por carbono, a saber, monóxido de carbono (CO), dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4). Estes gases podem ser provenientes da degradação de substâncias orgânicas, como naturalmente ocorre na decomposição de seres vivos. Além disso, podem se originar como subproduto da queima de combustíveis fósseis, como carvão e derivados de petróleo, processo o qual, se não originado, ao menos largamente ampliado com o advento das revoluções industriais, onde desempenha um papel central como fonte energética necessária aos processos produtivos.
Esta utilização massiva de combustíveis fósseis, despertou durante o século XX, diversas especulações sobre seus impactos na saúde humana e no meio ambiente, com descobertas sobre seus efeitos no clima global, servindo de ponto de partida para discussões e mudanças sobre o modo de obtenção de energia. Neste processo, diversas estratégias visando reduzir as emissões desses gases foram propostas, como por exemplo, a expansão da utilização de fontes renováveis, nomeadamente hidrelétricas, eólicas e solar. Porém, em razão de seus maiores custos de implantação e operação, quando comparadas à utilização de combustíveis fósseis, sua adoção ocorre em velocidade menor que a ideal, representando ainda uma parcela minoritária na matriz energética mundial.
Tendo em vista ainda as desigualdades de desenvolvimento entre as nações, é necessário que, por meio de fóruns e organismos internacionais, países desenvolvidos e em desenvolvimento econômico, coordenem esforços visando a ampliação da participação de fontes renováveis na matriz energética, seja por meio de financiamentos ou incentivos financeiros à projetos de construção e implantação, seja através da cooperação e transferência de tecnologia.