Políticas públicas e acordos internacionais: o papel do mundo no combate às mudanças climáticas

Enviada em 24/02/2024

O acordo climático de Paris, celebrado em 2015, objetiva diminuir a emissão de gases do efeito estufa e limitar o aquecimento do planeta. Entretanto, esse cenário desejado está em contraste com o aumento alarmante da temperatura global nos últimos anos, cuja causa reside em políticas padronizadas que ignoram o panorama econômico mundial e a realidade de cada região.

Uma clássica ilustração de política ineficiente foi o fracassado protocolo de Quioto, que tinha por finalidade reduzir a liberação de carbono atmosférico por países desenvolvidos, os quais eram tidos por principais vilões no processo de aquecimento global. Tal tratado desconsiderava a contribuição das nações de economia emergente e em crescimento industrial acelerado, como a China, a Índia e o Brasil, país considerado o quinto maior emissor de gases estufa.

Além disso, outra questão a ser discutida é a falta de políticas individualizadas e pautadas na realidade de cada território, uma situação claramente observada quando se trata de investimentos em produção de energia por fontes limpas, onde a abundância de recursos renováveis nas regiões não é explorada ao máximo. Por exemplo, um país tropical, como o Brasil, apresenta alta recepção de radiação do Sol, o que representa um grande potencial para a produção de energia solar. Contudo, o maior percentual de energia utilizável, em solo brasileiro, ainda vem da hidroeletricidade, o que revela a ausência de ações baseadas na individualidade dos recursos disponíveis.

Dessa forma, para minimizar o revés climático, não são suficientes acordos globais superficiais. Antes, deve haver uma cooperação internacional, onde países desenvolvidos estimulem aqueles em desenvolvimento à adoção de políticas sustentáveis concretas por meio do incentivo fiscal e intensificação das relações comerciais com as nações que cumprirem a agenda de redução na emissão de gases do efeito estufa. Ainda, é necessário que os governantes de cada nação invistam na produção de energia por fontes limpas, especialmente no âmbito industrial, através do custeio de parte da tecnologia necessária para a implementação da medida e aproveitando os recursos renováveis abundantes na região, o que contribuirá para mitigar as mudanças climáticas.