Políticas públicas e acordos internacionais: o papel do mundo no combate às mudanças climáticas
Enviada em 29/02/2024
O sociólogo francês Pierre Bourdieu afirma: “A violência simbólica é uma violência que se desempenha com a cumplicidade tácita daqueles que a sofrem e também, frequentemente, daqueles que a exercem enquanto uns e outros são inconscientes de a exercer ou a sofrer”. Em vista disso, é notório a ideia de que a população brasileira, e mundial, não imagina a gravidade das mudanças climáticas. Na sequência, é necessário discutir acerca da indiferença do Governo Federal e da omissão da mídia em relação à distribuição de informações acerca das alterações do clima.
Em primeiro plano, vale destacar que o atraso na resolução do problema relacionado às mudanças climáticas têm terra fértil no individualismo. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Por consequência, ao votar, a população escolhe um representante de igual imagem, que durante seu mandato mostra toda a sua liquidez no que se refere as políticas públicas. Essa liquidez que influi nos governantes afeta a credibilidade do tema das mudanças climáticas, que acaba sendo relativizado pela sociedade e, dessa forma, se torna um empecilho para sua resolução.
Em segundo plano, devido à omissão da mídia, a população fica em um estado de desconhecimento acerca do assunto sem conseguir cobrar uma resolução por parte do Governo Federal. Ademais, sobre as mudanças climáticas, não há a divulgação de revistas científicas e nem a criação de programas de entrevistas com especialistas em canais de entretenimento — por exemplo — na televisão aberta, que possui maior alcance populacional. Dessa forma, mantém-se a ignorância da população, dando continuidade ao ciclo de incompreensão populacional e, em consequência, governamental.
Portanto, é indispensável intervir sobre o problema. Para isso, a mídia — principal difusora de informação — deve informar a população. Por meio de divulgação de revistas científicas e a criação de programas de entrevistas com especialistas, visando informar a sociedade e aumentar a cobrança de resolução do problema. Diante disso, espera-se a garantia de melhora por parte do Governo Federal.