Políticas públicas e acordos internacionais: o papel do mundo no combate às mudanças climáticas

Enviada em 08/03/2024

Desde a Revolução Industrial, que teve seu início a partir da segunda metade do século XVIII, observa-se uma considerável mudança climática e ambiental simultânea aos resultados positivos do processo de globalização. Entretanto, o paradoxo criado no anseio de tornar prático o modo de produção, resulta no agravamento gradual da saúde do planeta. Assim, é se suma importância que os líderes de diferentes países tomem lugar de comprometimento e combatam diretamente os problemas ambientais resultantes do processo de globalização.

Primeiramente, é importante definir a globalização como fenômeno de integração econômica, social e cultural do espaço geográfico em escala mundial. Ou seja, o mundo globalizado, resultante do avanço tecnológico e industrial, bem como de técnicas de comunicação e transporte é resultado de uma ação humana abrangente. Uma vez que, como comprova o princípio estabelecido pela Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCC), “a responsabilidade é comum, porém diferenciada”. Assim, é primordial reconhecer que a preocupação no combate às mudanças climáticas e aos problemas ambientais é de todos, mesmo que em proporções diferentes.

Além disso, embora a situação exija medidas drásticas e imediatas a nível governamental, a responsabilidade individual de cada cidadão como parte da sociedade não deve de maneira nenhuma ser excluída. Ou seja, somente através do conhecimento e consciência coletiva é que será suprida a necessidade sustentável no planeta. O filósofo Émile Durkheim, sintetiza: “A sociedade e cada meio social particular estabelece o ideal que a educação desenvolve.”

Assim, com o objetivo de combater as mudanças climáticas e os problemas ambientais resultantes do mundo globalizado, é essencial que cada país gerencie projetos sustentáveis, reduza a liberação de gases poluentes à atmosfera, e elimine o desmatamento e ações que de igual modo agridem a natureza, além de incutirem na educação a conscientização do papel individual e coletivo que a sociedade e os países em conjunto desempenham. Assim, o ideal progressista do mundo globalizado será baseado na sustentabilidade.