Políticas públicas e acordos internacionais: o papel do mundo no combate às mudanças climáticas
Enviada em 30/05/2024
De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), mesmo que a humanidade reduza as emissões de gases do efeito estufa até 2030, ainda haverá o aumento de 2,7 ºC na média da temperatura global, o que ultrapassa os 1,5 ºC acordados internacionalmente. Tal dado evidencia a necessidade da cooperação mundial no combate às mudanças climáticas, uma vez que a utilização de fontes não renováveis e a dificuldade de acesso a novas tecnologias por parte de países mais pobres são problemas a serem superados.
Em primeira análise, o uso de fontes de energia não renováveis é o principal responsável pela liberação de gases do efeito estufa em âmbito mundial. A Revolução Industrial mudou por completo o meio de produção e, consequentemente, aumentou as emissões danosas à natureza geradas pela utilização de carvão e combustíveis fósseis. Sendo assim, é imprescindível que a substituição dessas matrizes energéticas seja incentivada pelas grandes organizações mundiais, com o objetivo de zerar as emissões do dióxido de carbono, que é o principal poluente emitido, seja por automóveis ou indústrias.
Outrossim, as tecnologias que possibilitam menor dano ao meio ambiente nem sempre são popularizadas e implementadas com velocidade ideal. Segundo a revista estadunidense ‘‘CleanTechnica’’, a lista das dez nações mais desenvolvidos em eletromobilidade inclui somente países da Ásia, Europa e América do Norte, sendo todos ricos. Pode-se inferir, então, que fatores econômicos interferem na modernização do transporte e outras áreas do setor energético, de forma a dificultar um progresso coeso na luta humana contra o aquecimento global.
Portanto, para mitigar os problemas supracitados, cabe à OMC (Organização Mundial do Comércio), definir limites ideais para emissão de poluentes no processo de produção de cada produto, criando um parâmetro para acordos internacionais que visem boicotar, por meio do aumento da taxa de importação, países que não cumpram os requisitos estabelecidos. Além disso, é essencial que as empresas responsáveis pela elaboração de novas tecnologias não tenham como foco o lucro na exportação de seus produtos, mas na popularização destes e, por conseguinte, maior facilidade no combate às mudanças climáticas.