Políticas públicas e acordos internacionais: o papel do mundo no combate às mudanças climáticas
Enviada em 10/09/2024
O documentário Cowspiracy, da Netflix, mostra a agropecuária como uma das principais práticas poluentes do mundo e as potências mundiais como principal entrave para solucionar esse problema. Além disso, secas violentas, tempestades avassaladoras, queimadas alastrantes e o aumento do nível dos ocenaos impactam negativamente a vida na Terra. Por certo, a ausência de políticas públicas no combate às mudanças climáticas agrava este cenário, causando, assim, consequências desastrosas na vida de milhões de pessoas.
Nesse contexto, a falta de medidas eficazes no combate às mudanças climáticas é o principal motivador para a sua intensificação. De forma análoga, o Acordo de Paris, em vigor desde 2015, tem como objetivo a diminuição da emissão de gás carbônico (CO2) e o reflorestamento de áreas desmatadas. Contudo, esta medida se prova ineficaz, uma vez que os países envolvidos (subdesenvolvidos, desenvolvidos e emergentes) não exercem sua função de cumprir as metas designadas pelo Acordo. Por isso, encontra-se mais um problema que dificulta a mediação das mudanças climáticas.
Outrossim, destaca-se as consequências negativas deste desamparo sobre à vida da população mundial. Como destaca o filósofo Hans Jonas, com a teoria da Eurística do Temor, “a empatia pela natureza surge do temor da extinção”, ou seja, cria-se a necessidade de solucionar o problema climático quando as catástrofes já ocorreram. Dessa forma, vidas são perdidas, florestas desmatadas e o problema é intensificado, gerando, assim, um cenário de vulnerabilidade para milhões de pessoas perante às mudanças climáticas.
Portanto, conclui-se que é urgente a criação de medidas eficazes para o combate dos efeitos climáticos. Para isso, o Fundo Especial para Mudança Climática (SCCF) deve elaborar um novo acordo mundial que vise priorizar as medidas propostas pelos acordos anteriores, por meio de conferências internacionais (entre países desenvolvidos, subdesenvolvidos e emergentes) e pela imposição de novas metas - estas com um prazo menor que as antecessoras -, a fim de mitigar as mudanças climáticas e seus impactos no corpo social. Com isso, as catástrofes climáticas serão sanadas.