Políticas públicas e acordos internacionais: o papel do mundo no combate às mudanças climáticas

Enviada em 20/08/2024

O Arcadismo, movimento literário que surgiu no século XVIII, foi marcado por uma grande valorização do meio ambiente e por uma busca de uma relação harmoniosa entre o homem e a natureza. Entretanto, hoje, no Brasil e no mundo, é possível notar a dificuldade de se combater as mudanças climáticas que afligem o planeta. Visto isso, é imprescindível que haja investimentos em energias renováveis e inovações tecnológicas para abrandar o problema climático que o mundo enfrenta.

Em primeiro plano, é válido afirmar que a transição energética é um processo essencial para combater as alterações climáticas. Atualmente, cerca de 75% das emissões globais de CO2 vêm da queima de combustíveis fósseis e, para limitar o aquecimento global a 1,5ºC, conforme estabelecido pelo acordo de Paris, é crucial reduzir essas emissões. Diante disso, energias renováveis, como a solar e a eólica, são vitais porque produzem energia sem emitir gases do efeito estufa e reduzem a poluição do ar. Além disso, a integração de redes elétricas inteligentes e o armazenamento de energia adequado ajudam a mitigar o problema da intermitência das energias renováveis.

Ademais, a inovação tecnológica é uma peça central no combate aos problemas climáticos e ambientais. Tecnologias de captura e armazenamento de carbono, energia nuclear avançada e inteligência artificial para otimização de redes elétricas são exemplos de como a inovação pode ser decisiva. Além disso, políticas públicas desempenham um papel crucial ao criar um ambiente favorável para o desenvolvimento dessas tecnologias. Nesse sentido, um exemplo prático de investimento na causa climática é o programa Horizonte Europa, que destina cerca de 100 bilhões de euros para pesquisa e inovação, com foco em sustentabilidade e clima.

Medidas, portanto, tornam-se necessárias para potencializar o progresso no combate às alterações climáticas. Desse modo, o governo federal deve atuar fortalecendo o apoio à inovação tecnológica sustentável por meio de políticas públicas, financiando pesquisas e dando subsídios para tecnologias limpas. Com isso, poderemos obter uma relação harmoniosa com a natureza, como pretendia o arcadismo.