Políticas públicas e acordos internacionais: o papel do mundo no combate às mudanças climáticas

Enviada em 10/09/2024

John Locke, filósofo inglês, destaca que é dever do Estado assegurar o bem-estar e a segurança da população. Todavia, em virtude das mudanças climáticas serem uma realidade na sociedade, é válido reconhecer como o as Organizações Mundiais agem de modo ineficaz e, pior, não cumprem o seu papel conforme o ideais de John Locke. Sob essa perspectiva, é possível analisar as emissões de carbono e a interferência no ciclo da água como os pilares que firmam o problema.

De início, percebe-se a crescente quantidade presente na atmosferdiáriamente, dado que, segundo o site UOL, o carbono é responsável por 75% do aquecimento global, desencadeando no efeito estufa, no qual impede que os raios infravermelhos retornem ao meio externo pela espessa camada de carbono. Nessa ótica, o sociólogo francês, Pierre Bourdieu, afirma que a sociedade incorpora as estruturas sociais, ou seja, as reproduzem com naturalidade. Isso pode ser verificado com o uso desenfrado de motores à combustão que emitem grandes taxas de monóxido de carbono, além do setor industrial que conforme o site BBC, 20 empresas correspondem à cerca de 34% da emissão de gás carbônico anual.

Além disso, é válido ressaltar o interrompimento do ciclo da água como um fator que mostra-se relevante à causa, visto que a água auxilia na fertilidade da vegetação local, que por sua vez auxilia na manutenção de gás carbônico presente na atmosfera. o Relatório de Bruntland de 1987 trouxe ao mundo a ideia do uso sustentável dos recursos naturais sem comprometer as próximas gerações, no entanto, mesmo após mais de 30 anos, é notório como a sociedade não aderiu a ideia, sendo que, dados do site G1 revelam um desperdício aproximado de 40% da água tratada no Brasil, como torneiras ligadas, evasão contínua e banhos longos.

Urge, portanto, a adoção de medidas que combatam o empecilho. Partindo desses pontos, a Organização das Nações Unidas deve promover limites para a emissão de gases e regulamentações para o uso da água, por meio de acordos intergovernamentais e campanhas sociais. Assim, estabelecendo leis para diminuir o carbono na atmosfera e estabelecendo campanhas que fomentem a diminuição do uso da água, para que, por fim, diminuição das mudanças climáticas deixe de ser uma esperança e torne-se a realidade.