Políticas públicas e acordos internacionais: o papel do mundo no combate às mudanças climáticas
Enviada em 02/10/2024
Na obra ‘‘Ensaio Sobre a Cegueira’’,o escritor,José Saramago apresenta uma sociedade acometida por uma ‘‘cegueira branca’’,a qual ao impossibilitar a visão instaura o caos.Assim como na ficção apresentada,a contemporaneidade brasileira também partilha de uma ‘‘cegueira branca’’,esta porém de modo metafórico,frente à falta de visibilidade diante das mudanças climáticas e seus comprometimentos.A partir disso,cabe a anãlise de políticas públicas e acordos internacionais quanto ao papel do mundo no combate às mudanças climáticas,seja na carência política,bem como na irracionalidade dos acordos.
Diante desse cenário,a falta de priorização política o combate às mudanças climáticas é uma realidade que perpetura essa problemática.Isso ocorre porque,infelizmente,o cargo público é tido,por parte de seus ocupantes,como conquista para usufruto de benefícios próprios e não como ser um representante social,devendo por isso,mediar necessidades coletivas,promovendo um bem estar geral como se deve.Essa falta de limites entre o público e o privado por parte política faz problemas sérios,como mudanças climáticas,serem naturalizados,ou simplesmente negligenciagos,tornando a incidência cada vez mais grave afetando a qualidade de vida das pessoas,por poluição do ar,água,entre outros recursos essenciais no cotidiano do ser humano.Tal postura política é tçao latente que é pauta de estudo da historiadora Lilia Schwarcz,que analisou a recorrência dessa postura denominada por ela ‘‘Patrimonialismo’’,isto é,ter o cargo público como seu ‘‘patrimônio’’,usufruindo de privilégios que estar ali cabe,não sendo efetivo,portanto na criação e aplicação de políticas públicas urgentes,por exemplo.
Ademais,a irracionalidade de insistir em ‘‘produção a qualquer custo’’ diante de acordos internacionais é outro ponto limitante do combate às mudanças climáticas.Tal fato ocorre porque há uma visão mais voltada ao capital,quanto a um equilibrio que prese pelas gerações futuras.Prova dessa postura é a conferencia de Estolcomo 1972,não respeitada e que se encontra ainda atual e aplicável.
Portanto,políticas públicas e acordos internacionais precisam ser mais presentes e respeitados a fim de combates às mudanças climpaticas do mundo.Para isso,o Ministério do Ambiente deve ser incisivo e impor limites em predação ambiental.