Políticas públicas e acordos internacionais: o papel do mundo no combate às mudanças climáticas

Enviada em 09/09/2024

Após as Revoluções Industriais, a emissão de carbono foi intensificada, levando políticas públicas e acordos internacionais a tentarem combater as mudanças climáticas. Contudo, alguns governos ainda resistem em mudar a postura poluidora, sendo preciso analisar as causas e as consequências de tal ação.

De início, vale ressaltar que países desenvolvidos costumam priorizar economias não sustentáveis. A esse respeito, durante a conferência do Acordo de Paris, tratado comprometido em evitar o aumento da temperatura do planeta, o ex-presidente Donald Trump retirou os Estados Unidos do plano, alegando que isso prejudicaria o progresso financeiro nacional. Assim, evidencia-se que, embora haja conscientização sobre a adoção de economias verdes, as negociações mostram dificuldades em alcançar compromissos efetivos, pois as infraestruturas que produzem e consomem combustíveis fósseis alegam que a transição para outras fontes exige altos custos e reestruturação de setores essenciais, ainda que a curto prazo. Além disso, empresas dos setores de petróleo, de carvão e de gás exercem influência política sobre as nações e se aproveitam dessa posição para desincentivar medidas sustentáveis, visando manter seus lucros.

No entanto, a não implementação de políticas públicas eficazes pode gerar impactos ambientais irreversíveis. Segundo o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2023, o mundo deixou a era do aquecimento global e entrou na fase de “ebulição global”. Nesse sentido, é evidente que o consumismo desenfreado durante anos fez com que eventos climáticos extremos, como degelo acelerado, tempestades, inundações e secas, se tornassem frequentes. Com isso, intensificam-se a crise dos refugiados climáticos, as desigualdades sociais e a perda de vidas, transformando, então, a forma como as sociedades vivem.

Logo, a fim de incentivar os países a seguirem os acordos internacionais, cabe a ONU, órgão responsável pelo combate às mudanças do clima, por meio de incentivos fiscais e de acordos mais rigorosos, implementar políticas públicas que auxiliem na transição para fontes de energia renováveis. Desse modo, espera-se que os indivíduos sejam mais empáticos com a natureza e a qualidade de vida seja melhorada por intermédio do equilíbrio ecológico.