Políticas públicas e acordos internacionais: o papel do mundo no combate às mudanças climáticas

Enviada em 13/09/2024

O filme da Pixar “Wall-E” retrata a união dos países do mundo na preservação da humanidade após o planeta Terra ser inundado de gases tóxicos e tomado por restos industriais. Fora da cinematografia, a crise climática não é um tema priorizado entre as nações, entretanto, é uma realidade mundial. Diante desse cenário, é importante analisar a carência de políticas públicas nacionais e o descaso do cumprimento de acordos internacionais no combate às mudanças climáticas.

Em um primeiro momento, a carência de políticas públicas nacionais é uma das problemáticas associadas ao papel das nações no combate às mudanças climáticas, visto que é uma pauta, muitas vezes, negligenciada pelos governantes. Segundo a historiadora Lilia Schwarcz, em sua teoria denominada Patrimonialismo, os políticos gerem o Estado como um bem privado ao sobrepor os interesses individuais em detrimento do bem estar social. Em outras palavras, investimentos públicos voltados ao combate da crise climática são desviados para áreas de interesse pessoal dos governantes. Consequentemente, políticas públicas voltados às mudanças climáticas são ignoradas e, muitas vezes, não saem do papel.

Além disso, o descaso do cumprimento de acordos internacionais pelas nações compromete o combate às mudanças climáticas, dado que as ações acordadas não são respeitadas e intensificam a crise climática. Para o geógrafo Milton Santos, a ideia de globalização é uma fábula, pois tal conceito de solidariedade entre os países, muitas vezes, não é uma realidade. Nisso, mesmo que o desmatamento e a poluição atinjam a todos, as nações perpetuam práticas nocivas ao meio ambiente em prol da lucratividade e expansão comercial.

Portanto, a carência de políticas públicas nacionais e o descaso do cumprimento de acordos internacionais no combate às mudanças climáticas escancaram o papel de protagonismo não empenhado pelos países do mundo. Posto isso, cabe a Organização das Nações Unidas, por meio da imposição de sanções, estabelecer um acordo internacional no enfrentamento da crise climática, como, por exemplo, a obrigatoriedade da redução de emissão de gás carbono por pena de multa. Com isso, de modo que a realidade do planeta retratada no filme não se torne real.