Políticas públicas e acordos internacionais: o papel do mundo no combate às mudanças climáticas

Enviada em 08/10/2024

Queimadas na Amazônia. Incêndios no Pantanal. Entre os desafios para a criação de políticas públicas e acordos internacionais para um maior combate às mudanças climáticas figura a falta de acesso à informação de uma grande parte da população, vítimas da lacuna social entre privilegiados e excluídos e o desamparo estatal. Logo, deve-se ponderar que isso ocorre devido ao baixo investimento no setor educacional para maior entendimento acerca da importância de buscar soluções para combater as mudanças climáticas e a falta de investimento em políticas públicas que busquem diminuir ou neutralizar tais situações.

Mormente, faz- se necessário destacar que a carência de investimento no setor educacional inviabiliza a criação de políticas que auxiliem no combate às mudanças climáticas. Diante disso, insta pontuar o pensamento do sociólogo Herbert de Souza ao afirmar que um país não muda por meio de sua economia, política ou ciência, mas sim, pela sua cultura. Destarte, vê -se a necessidade de uma mudança sociocultural acerca de medidas que informem ao povo brasileiro a respeito das mudanças climáticas e o quanto elas irão impactar a vida humana.

Ademais, cabe mencionar que o desamparo estatal colabora para a permanência de estruturas econômicas que colaboram para a perpetuação dos grandes desastres naturais e para o aumento da mudança climática. Diante disso, insta pontuar o pensamento do poeta e escritor Ariano Suassuna ao afirmar que no Brasil existem dois países: o país dos privilegiados e dos despossuídos. Destarte, vê - se a importância de um maior investimento no setor educacional para o surgimento de políticas públicas que combatam diretamente a mudança climática.

Verifica-se, assim, que o papel do mundo no combate às mudanças climáticas é afetado por dois fatores: a carência de acesso à informação e a falta de investimento no setor educacional. Portanto, o Ministério da Educação deve promover, através de políticas públicas, campanhas para conscientização da população e um maior investimento nos setores da educação, pois, somente assim, através da conscientização da população surgirão ferramentas que capacitem os jovens e adolescentes a buscar novas soluções para o combate às mudanças climáticas.