Políticas públicas e acordos internacionais: o papel do mundo no combate às mudanças climáticas
Enviada em 13/10/2024
A globalização, que se alastrou mundialmente, representou, durante o século XXI, o incremento da produção em larga escala atrelada ao uso de maquinarias com vasta emissão de poluentes. Em virtude disso, surge, contemporaneamente, a ne-cessidade da formulação de políticas públicas e acordos internacionais visando o combate das mudanças climáticas que assolam o globo. Assim, é fulcral compreen-der que o papel dessas ações estão amplamente ligadas ao embate de um sistema cultural enraizado socialmente além da formação de um sistema social mais ético.
Sob um prisma inicial, aponta-se para uma sociedade que incentiva gradativa-mente o consumo em massa levando, por conseguinte, a elevada produção. Por es-se ângulo, é imperioso notar a influência que grandes empresas exercem sob o imaginário social, criando falsas necessidades e estimulando sempre a compra em prol do lucro, e, assim, afetando o clima que sofre com a emissão desordenada de nocivos ao ambiente decorrente da produção desenfreada de produtos. Nessa perspectiva, é lícito referenciar o economista Adam Smith, que, de forma objetiva, expõe que o consumo é a única finalidade e o único propósito de toda a produção, evidenciando-se uma inversão de valores, na qual a manufaturação em massa é colocada em plano principal em detrimento do desenvolvimento sustentável.
Ademais, ante uma égide secundária, vale salientar que a ética se configura como um código de princípios e valores apta a conduzir o modo de pensar e agir. Diante dessa ótica, a sua ausência contribui para a efetivação de atitudes que extrapolam a sustentabilidade e contribuem para as mudanças climáticas por negligenciarem o ciclo natural de reposição dos recursos naturais e extrairem além do necessário. Posto isso, Aristóteles, filósofo grego, explicita que a ética é a busca pelo desenvol-vimento do caráter virtuoso por meio da prática constante, demonstrando que, atualmente, é indispensável progressivamente produzir de forma sustentável.
Depreende-se, portanto, a necessidade de reprimir as mudanças climáticas mun-diais. Destarte, cabe aos Estados federais - agentes responsáveis pela concreti-zação das demandas territoriais -, por meio de projetos fiscais, estimular a extração sustentável e a utilização da energia limpa, objetivando uma mudança paulatina na ocorrência de crises climáticas. Dessa forma, uma sociedade limpa concretizar-se-á.