Poluição sonora: desafio para a saúde coletiva
Enviada em 03/08/2020
Os expressivos avanços tecnológicos proporcionados pela Revolução Industrial possibilitaram a formação dos grandes centros urbanos, locais imprescindíveis para a manutenção da economia no mundo globalizado. No entanto, a poluição sonora presente nessas áreas apresenta desafios para o meio ambiente, como o desenvolvimento de doenças nos seres humanos e a alteração do ciclo biológico da fauna. Nesse contexto, entende-se a necessidade de lidar com a problemática de forma urgente.
Em primeira análise, é fulcral pontuar que a poluição sonora, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é uma das poluições que mais afetam o mundo, embora costume passar despercebida. Decerto, ruídos excessivos prejudicam a saúde humana, visto que deixam o corpo em alerta e impedem o descanso. À vista disso, ainda de acordo com a OMS, é possível desenvolver estresse, doenças metabólicas e cardiovasculares e problemas auditivos, o que demonstra a importância de se combater esse caso deletério.
Ademais, é imperativo ressaltar que a poluição causada por sons também afeta a vida dos animais. Tal fato é evidenciado pelo estudo publicado na revista Biology Letters, o qual mostra que muitas espécies ficam estressadas com ruídos elevados e são prejudicadas na caça, na reprodução e na comunicação entre os parceiros. Desse modo, é essencial a tomada de medidas que garantam o desenvolvimento seguro da fauna.
Dessarte, intervenções são necessárias para solucionar os desafios causados pela poluição sonora na sociedade. Portanto, urge que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Saúde, realize campanhas informativas acerca dos perigos de ruídos excessivos para o bem-estar coletivo, por meio de reportagens e propagandas, com o intuito de atenuar essa prática. Outrossim, cabe ao Poder Legislativo aprovar leis com punições mais severas para quem exceder os limites sonoros estabelecidos, a fim de coibir a perpetuação da poluição sonora. Isto posto, a problemática apresentada será gradativamente mitigada e os centros urbanos do país se tornarão menos nocivos à saúde.