Poluição sonora: desafio para a saúde coletiva
Enviada em 19/09/2020
De acordo com Chico Buarque, as pessoas temem as mudanças, entretanto, é preciso ter medo de que as coisas não mudem. Sob essa lógica, vê-se a necessidade de transformação quando se observa a poluição sonora como desafio para a saúde coletiva. Diante disso, cabe analisar tanto o potencial prejuízo ao bem-estar dos indivíduos quanto a origem desse transtorno em destaque nas metrópoles como fatores desse cenário, a fim de revertê-lo.
Nessa perspectiva, convém pontuar os ruídos em excesso como vetores do desconforto acústico e como um malefício para a vitalidade. Nesse contexto, segundo a Organização Mundial da Saúde, saúde é o estado de completa satisfação física, mental e social. Desse modo, a perturbação sonora no ambiente é passível de ser negativa para os seres humanos ao causar, por exemplo, dores de cabeça, insônia, irritabilidade e desassossego.
Outrossim, vale salientar o acúmulo da poluição de sons nas grandes cidades, onde há o ápice de industrialização. À luz dessa ideia, com a Revolução Industrial do século XVIII e a consequente adoção do modo de produção capitalista houve a aglomeração da população, como também o surgimento de indústrias. Não há como negar, portanto, que o tráfego de pessoas, o trânsito intenso e as frequentes obras de reforma e construção no ambiente urbano contribuem para a irresolução da questão.
Urgem, pois, intervenções pontuais para sanar essa problemática. Logo, os indivíduos, tendo acesso necessário à informação e sendo conscientes sobre o seu papel social, devem promover uma mudança de atitude em prol do bem comum. Tal medida pode ser realizada por meio de ações educadas e respeitosas, em relação à produção de barulho no meio da comunidade, a fim de preservar a saúde e desenvolver a cortesia entre os seus membros. Com tais atitudes, espera-se que o pensamento de Buarque seja assimilado.