Poluição sonora: desafio para a saúde coletiva

Enviada em 27/08/2020

De acordo com a Constituição Federal de 1988, todo cidadão tem direito à saúde e ao bem estar, assegurados pelo Estado. Contudo, algumas questões por vezes violam essa lei fundamental, uma delas é a poluição sonora. Nesse sentido, desde o início da urbanização esse problema se faz presente, ao ponto da maior parte da população estar acostumada. Entretanto, os sons e ruídos são capazes de afetar a saúde de comunidades inteiras.

A priori, a chegada da máquina à vapor, durante a Revolução Industrial Inglesa, trouxe indícios do que a modernização poderia significar para o cotidiano. Daquele momento em diante, as indústrias e tecnologias estiveram cada vez mais presentes na vida de todos. Em consonância, junto com as fábricas surgem as aglomerações em grandes centros, e com elas aparecem os maiores problemas. Em virtude disso, a poluição sonora acompanha o dia a dia de tantas pessoas que chega a ser considerada normal, uma questão de “segundo plano” se comparada com outras dificuldades. Porém, essa normalização é extremamente prejudicial.

Por esse ângulo, esse tipo de poluição afeta o ambiente tanto quanto qualquer outro, por isso também é considerado crime ambiental e pode levar o infrator para a prisão. Em consonância, segundo o médico Drauzio Varella, o problema sonoro pode afetar diversas áreas cognitivas, o que há de resultar em dores de cabeça, insônia, estresse e falta de atenção. Em decorrência disso, é interessante ressaltar que durante a pandemia do Coronavírus essa questão foi ainda mais levantada, visto que as tarefas diárias passaram a ser realizadas em “home office” (trabalho em casa), o que levou a uma maior percepção dos barulhos na vizinhança.

Assim, é crucial que a poluição sonora seja tratada com mais atenção. Logo, o Governo Federal, em conjunto com as Prefeituras Municipais, deve aumentar a fiscalização, para o cumprimento efetivo da lei, com a implantação de aparelhos de ruído nos bairros da cidade, Pois, dessa maneira, ao serem acionados, a polícia local poderá penalizar com precisão os causadores do incômodo. Além disso, a mídia, junto com a Organização Mundial da Saúde, deve promover propagandas de televisão e internet capazes de informar a população sobre os desconfortos que seus barulhos trazem para todos a sua volta.