Poluição sonora: desafio para a saúde coletiva

Enviada em 21/09/2020

De acordo com Isaac Newton, toda ação gera uma reação. Nessa lógica, a questão da propagação exagerada de sons tem causado diversos empecilhos na saúde da população brasileira, dentre os quais, excesso de irritação, dores no ouvido e distúrbios de sono. Diante disso, a poluição sonora é um problema e persiste devido, não só a falta de respeito ao próximo como também a ausência de mobilização estadual.

Inicialmente, pode-se destacar os carros de sons, inclusive os que propagam musica de funk, como um dos principais impasses que a sociedade tem que enfrentar diariamente. Referente a essa realidade, o Código de Trânsito Brasileiro-CTB, ressalta a proibição da utilização de equipamentos que produzem sons audíveis em veículos de qualquer espécie. Nesse sentido, é inadmissível que, mesmo com a existência de leis que coíbem a disseminação de ruídos elevados em automóveis, os motoristas continuem a fazer tais atos, o que gera estresse e dores de cabeça para quem é, indiretamente, obrigado a escutar .

Além disso, nota-se a carência de ações estatais para resolver o entrave.  Segundo, a Lei da Inércia a tendência de um corpo é permanecer parado quando não é exercido nenhuma força sobre ele. Desse modo, no que se refere as obrigações do Estado (extinguir problemas que interfere a estabilização do bem social), é percebido que ele não as executa de maneira eficiente e definitiva, uma vez que ainda há muitos indivíduos que têm sua paz retirada por conta do intenso alastramento sonoro.

Portanto, para amenizar os efeitos produzidos pela poluição sonora, as Prefeituras do país devem investir em meios de fiscalização nos ambientes propício a disseminação de  ruídos, como o centro das cidades e bairros periféricos, sobretudo favelas, aplicando nestes locais um número maior de policias, por intermédio de verbas públicas para a execução do processo. Essa atividade terá como propósito diminuir as consequências causada pela propagação de barulhos elevados.