Poluição sonora: desafio para a saúde coletiva
Enviada em 06/01/2021
“Eu vejo o futuro repetir o passado”. Esse é o trecho de uma música do cantor e compositor brasileiro Cazuza, que representa, sobretudo, a necessidade de analisar o passado de maneira crítica e eficiente, visando um futuro sem conflitos. No entanto, percebe-se, no Brasil contemporâneo, que a poluição sonora é uma fragilidade recorrente na saúde pública, representando um desafio também em âmbito social. Logo, nota-se que esse imbróglio, cuja causa relaciona-se à negligência estatal, gera consequências negativas ao bem-estar individual.
Mormente, cabe ressaltar o descaso governamental como um dos motivos dessa adversidade. Conforme a Constituição Federal, promulgada com base nos Direitos Humanos em 1988: “a saúde é direito de todos e dever do Estado”. Entretanto, observa-se a não aplicação dessa lei, em alguns casos, pelos próprios representantes do Poder Executivo, propagando, em campanhas políticas, poluição sonora em diversos locais, como, por exemplo, em escolas e hospitais, prejudicando a saúde da comunidade com esses altos ruídos. Dessa maneira, a desatenção estatal apresenta-se como uma causa desse entrave.
Ademais, é perceptível que a higidez do indivíduo será, possivelmente, prejudicada com a continuidade desse impasse. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS):“saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social”. Entretanto, tendo em vista a poluição sonora como realidade nas capitais e em outras cidades brasileiras, verifica-se a dificuldade em manter a saúde do corpo social, visto que o barulho em excesso é consideravelmente desconfortável à sociedade, pois pode perturbar as tarefas rotineiras e a tranquilidade das pessoas. Desse modo, entende-se a necessidade de uma intervenção efetiva para evitar consequências nocivas como essa.
Portanto, medidas são necessárias para a resolução desse empecilho. Posto isto, cabe ao Ministério da Saúde - órgão do Poder Executivo Federal focado no âmbito educacional - realizar uma supervisão mais rígida à poluição sonora, por meio de um projeto envolvendo as instituições públicas de saúde e os cidadãos, objetivando reduzir a possibilidade de alguma pessoa causar barulhos extremos que venham a prejudicar o cotidiano do povo. Assim, espera-se a amenização dessa problemática no século XXI.