Poluição sonora: desafio para a saúde coletiva
Enviada em 10/01/2021
“O mais escandaloso dos escândalos é que nós habituamos a eles”, a afirmação atribuída à filósofa Simone Beauvoir pode facilmente ser aplicada à poluição sonora, já que mais escandalosa que a ocorrência da problemática é o fato de a população se habituar a essa realidade. Nesse sentido, é evidente que o quadro tem origem inegável na negligência do Estado. Desse modo, entre os fatores que contribuem para aprofundar essa conjuntura, pode-se destacar a falibilidade legislativa e a educação tecnicista.
Primeiramente, a Constituição Federal Brasileira de 1988, artigo 23, inciso VI, garante que o Estado deve proteger o meio ambiente e acabar com qualquer que seja a poluição. Entretanto, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam o contrário, uma vez que 44% da população de Belém, capital do Pará, afirmam que sofrem com os ruídos da cidade. Logo, é notório que a falibilidade legislativa,que é negligência do Estado, cristaliza a poluição sonora. Então, o Poder Executivo deve administrar melhor o dinheiro público para erradicar esse problema.
Outrossim, segundo Immanuel Kant, “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Dessarte, a educação tecnicista, modelo de ensino adotado por volta de 1970, transforma alunos e professores em meros executores e receptores de conteúdo, sem nenhum vínculo com o contexto social. Dessa maneira, não há como o discente desenvolver senso crítico para debater problemas sociais, como a poluição sonora. Destarte, é evidente que a educação tecnicista corrobora para agravamento do problema. Por isso, as escolas devem organizar palestras sobre o tema.
Em virtude dos fatos mencionados, notam-se que a negligência do Estado ocasiona a intensificação da poluição sonora. Portanto, de acordo com Nelson Mandela ‘‘a educação é a melhor ferramenta para mudar o mundo’’, nessa perspectiva, o governo deve investir em educação, principalmente em mais aulas de filosofia e sociologia para formar alunos mais éticos e por intermédio do “plano para minimizar a poluição sonora”, será executado. Ademais, deverá oferecer à mídia televisa incentivos fiscais para divulgar o plano. Por conseguinte, se tudo for feito, o problema será amenizado.