Poluição sonora: desafio para a saúde coletiva

Enviada em 13/04/2021

De acordo com SMGA- Secretária Municipal de Gestão Ambiental e Asssuntos Indigenas- cerca de 70 pessoas foram penalizadas por perturbar o sossego e bem estar social com a poluição sonora. Nesse sentido, no que tange a questão da poluição sonora e a saúde coletiva, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude da negligência governamental e a banalização do corpo social.

Em primeira análise, é evidente o descaso do poder estatal em relação a poluição sonora. A Constituição Federal de 1988 garante a todos o direito a um ambiente ecologicamente equilibrado. No entanto, na prática, não é isso que acontece, visto que as denúncias feitas pela sociedade não são atendidas ou demoram de ser solucionadas. Isso ocorre porque o governo trata o imbróglio com descaso, negligenciando um grave problema de saúde pública e ambiental, comprometendo os indivíduos e os animais.

Em segunda análise, é evidente que a banalização do corpo social contribui para a inércia da problemática, uma vez que, os indivíduos não dão a devida importância para este ato que fere o direito constitucional, e que vem se agravando desde o século XVIII,quando começou a Revolução Industrial. Isso acontece principalmente em grandes cidades por falta de respeito e empatia pelo próximo. Fazendo com que isso de torne algo banal.Essa questão é retratada por Hanna Arendt, no conceito “banalidade do mal” no qual afirma que o pior mal é visto como cotidiano, corriqueiro.   A poluição sonora é portanto, um problema que precisa ser combatido.Dessa forma, a SMGA juntamente com o Poder Executivo deve , com urgência, informar a população sobre a importância de cuidar da saúde pública e ambiental para o bem estar coletivo por meio de propagandas, a fim de acabar com a banalização da poluição sonora. Além disso, as instituições de ensino deve conscientizar os jovens sobre as consequências deste crime ambiental por meio de palestras educativas.