Poluição sonora: desafio para a saúde coletiva

Enviada em 22/04/2021

A poluição sonora, segundo a Organização Mundial da Saúde, ultrapassou a poluição da água, sendo um dos maiores causadores de doenças. Nesse sentido, esse problema afeta a qualidade de vida da população, contribuindo como um desafio para o equilíbrio e a otimização da saúde pública, pois acarreta impactos para a vitalidade física e mental dos indivíduos.

Vale ressaltar, a princípio, que a poluição sonora advém do desinteresse, por parte de alguns indivíduos, pela a harmonia e o respeito a qualidade de vida coletivo; e pela desorganização social urbana. Nesse sentido, os fluxos intensos de modais de transporte é um cofator para que os ruídos sejam cotidianos, acarretando diversas consequências à população. Além disso, muitos cidadãos comprometem a quietude de outros e de si mesmos, como ouvir músicas altíssimas ou outros instrumentos sonoros. Desse modo, esse problema ratifica a maxíma atribuída pelo filósofo Schopenhauer, na qual afirma que " O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem", ou seja, tais cidadãos acarretam consequências a si próprios, pois a sua saúde também é prejudicada.

Por conseguinte, esse exagero acústico ocasiona malefícios irreversíveis à saúde coletiva, como a perda de audição. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o órgão responsável pela audição humana suporta, sem danos, até 50 decibéis e, acima deisso, os efeitos são extremamentes prejudiciais e até letais. Além disso, acima de 140 decibéis o tímpano pode ser destruído. Nesse sentido, em fluxos transitórios ou em comemorações no qual o desrespeito é avivado, a saúde é prejudicada, pois é de grande volume os ruídos causados nestes locais. Diante disso, esse panorama suscita ações governamentais que auxiliam no problema e que combata tal desafio para saúde coletiva.

Diante dos argumentos supracitados, é evidente como a poluiçãp sonora é um desafio para a saúde coletiva. Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde, juntamente com a Associação Brasileira para a Qualidade Acústica, faça um projeto nacional de combate a poluição sonora, como um mapa de ruídos em todos os municípios brasileiros. Tal projeto seria feito por meio de agentes públicos capacitados, a fim de evitar consequências à população e otimizar a saúde coletiva.