Poluição sonora: desafio para a saúde coletiva

Enviada em 09/06/2021

O som é a sensação auditiva que os ouvidos podem captar, sendo definido como uma onda mecânica que se propaga em um meio material. Ademais, sons de qualquer origem podem se tornar prejudiciais à saúde quando emitidos em elevada intensidade. Infelizmente, esse problema é um desafio para o bem-estar dos cidadãos brasileiros, pois está relacionado à agravos como o estresse e o afastamento de animais. Logo, é necessário analisar as causas e consequências dessas adversidades para, assim, garantir a plena harmonia da população e dos organismos no meio ambiente em que coabitam.

Cabe mencionar, em primeiro lugar, o aumento de distúrbios psíquicos por conta da poluição sonora nos grandes centros urbanos. Conforme o ilustre geógrafo Friedrich Ratzel, em sua teoria do ‘‘Determinismo Geográfico’’, é afirmado que o indivíduo sofre fortes influências psicológicas do local em que ele está inserido. Dessa forma, as pessoas expostas aos níveis de decibéis acima do permitido nas metrópoles sofrem uma reação complexa de liberação de hormônios, como a adrenalina, e o efeito disso é a incidência do comportamento violento ou, até mesmo, a depressão. Portanto, é fundamental existir uma maior relevância sobre esse assunto, porque a negligência corrobora tanto para o desenvolvimento dos casos supracitados quanto para a decadência da boa disposição física e mental.

Cabe mencionar, em segundo lugar, a fuga e a morte de animais como fatores de desequilíbrío ambiental causados pelos altos ruídos. De acordo com o site eCycle, o volume acentuado afeta o comportamento dos pássaros polinizadores, e isso acomete a dispersão de sementes e, consequentemente, a disponibilidade de alimentos. Destarte, é indubitável que o reino animal é de extrema imprescindibilidade para a sobrevivência humana, pois por meio do controle biológico as espécies vegetais não serão inviabilizadas. Dessarte, o desconforto acústico deve ser minimizado a qualquer custo, visto que seus efeitos implicam na dependência entre os habitantes e a natureza.

Em síntese, a emergência em pugnar os conflitos supramencionados requer medidas do Ministério da Saúde (MS), concomitantemente com o Ministério Público (MP), com o fito de exterminar o sucessivo barulho exacerbado e promover o conforto comunitário. Urge orientar o conjunto populacional sobre a importância de utilizar protetores auditivos em locais com muito ruído e de não ouvir música nos fones de ouvido por um período longo, por intermédio dos profissionais, como, por exemplo, os otorrinolaringologistas. Outrossim, o MP deverá aplicar multas para as casas de shows e bares noturnos que ultrapassam a capacidade autorizada por lei e provocam a perturbação de outros seres, mediante o Termo de Ajuste de Conduta (TAC), com o intuito de favorecer a paz e ordem nacional.