Poluição sonora: desafio para a saúde coletiva
Enviada em 14/06/2021
Segundo o pensador contemporâneo, Mario Sergio Cortella, " é necessário cuidarmos da ética para não anestesiarmos a nossa consciência e começarmos a achar que tudo é normal.". Transpondo essa ideia para a realidade dos grandes centros urbanos no Brasil, onde o barulho de veículos, de obras e “baladas” a céu aberto imperam, fica evidente a correlação, uma vez que a população desses centros já tenha se acostumado com esse cenário de poluição sonora, tomando-o como normal, ou, inevitável.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que existe um limite de decibéis (unidade de medida para aferir o som em um ambiente) que não é prejudicial para à saúde humana. Todavia, quando esse limite é ultrapassado, é então necessário o uso de um EPI (Equipamento de Proteção Individual) para protegermos o nosso aparelho auditivo. Pois, em caso contrário, o barulho em excesso pode causar a perda parcial, ou mesmo completa, da audição.
Em segundo plano, nota-se que, embora haja leis severas para cuidar desses temas dentro das empresas, onde o funcionário é obrigado a fazer o uso EPIs quando necessário, o cidadão comum, entretanto, parece ficar desamparado quando o assunto é poluição sonora. De acordo com a Secretaria Municipal da cidade de Bela Vista, 55% das denúncias feitas através de ligações na cidade eram sobre barulhos em excesso.
Conclui-se, portanto, que a poluição sonora é problema de saúde pública e fica localizado, principalmente, nos grandes centros urbanos do país. É possível inferir, também, que não há muita efetividade do poder público em relação a isso. Dessa forma, fica a encargo das Prefeituras, órgãos executivos municipais, a fiscalização e imposição de multas em locais onde houver excessos de decibéis por meio da instalação de sensores sonoro em regiões mais críticas de denúncias. Facilitando, assim, o trabalho dos Agentes Sanitários e dos de Segurança Pública. Afinal, é preciso retomarmos a consciência de que nem tudo é normal.