Poluição sonora: desafio para a saúde coletiva
Enviada em 30/06/2021
Dor de cabeça. Insônia. Dificuldade de concentração. Os desafios para a saúde coletiva dos cidadãos brasileiros estão cada vez mais frequentes, principalmente, por conta da poluição sonora em excesso em grandes centros urbanos. Isso decorre, especialmente, por conta do mau planejamento nas cidades que gera uma má qualidade de vida aos moradores, respectivamente.
Diante desse cenário, é válido destacar que a poluição sonora é a segunda que mais afeta a vida das pessoas, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com o Juan Frias Pierrard, consultor técnico da ProAcústica, é necessário estabelecer um bom planejamento para uma melhora progressiva do ambiente acústico urbano. Por isso, é inadmissível que o Brasil, promulgador da Constituição Federal de 1988, não tenha um projeto para a redução de ruídos sonoros, principalmente, nas grandes cidades, onde o barulho e incômodo se torna um enorme problema.
Nesse sentido, é fundamental salientar que a consequência da falta de um planejamento leva a uma alarmante crise na saúde da população. Indubitavelmente, o processo de industrialização foi fundamental para a evolução social e tecnológica no mundo inteiro, contudo, com o surgimento de automóveis, fábricas e, consequentemente, objetos barulhentos, o impedimento para a tranquilidade e conforto dos indivíduos vem se agravando demasiadamente. Assim, é visível o risco para a saúde causado pelos malefícios da poluição sonora.
Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para diminuir e cessar, a longo prazo, os desafios para a saúde coletiva. Diante do exposto, cabe ao Governo Federal aperfeiçoar as leis acerca do barulho excessivo na área urbana, por meio de maiores fiscalizações, multas e parcerias com o Ministério da saúde para produzir propagandas, palestras e campanhas educacionais sobre o tema. Espera-se, com isso, a diminuição da poluição sonora no Brasil.