Poluição sonora: desafio para a saúde coletiva
Enviada em 20/08/2021
Machado de Assis, em sua fase realista, despiu-se a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas que caracterizaram essa nação. Fora ilusão, a realidade contempânea, caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito a poluição sonora: desafio para a saúde coletiva. Esse cenário ocorre devido à pouca discussão sobre a tolerância na sociedade do egoísmo.
Em primeira análise, deve-se ressaltar insuficiência de medidas governamentais para combater a antipatia, no que concerne à criação de mecanismos que promovam debates sobre tal assunto. Nesse sentido, como há pouca discussão sobre a tolerância e a empatia na sociedade é inevitável a população ter desconhecimento sobre a essencialidade dessas virtudes na formação do indivíduo, por consequência, atitudes sádicas de não compreender e não se colocar no lugar do outro se tornam frequentes. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que Estado deve cumprir sua função de garantir que os cidadãos se mantenham conscientizados, o que infelizmente não é concretizado no país.
Outrossim, o egoísmo ainda é um grande impasse para a resolução da problemática no Brasil. Segundo Zygmunt Bauman, em sua obra “Cegueira Moral”, a sociedade atual tem como fim último o próprio eu, a indiferença para com o seu semelhante é algo extremamente presente na atualidade. Diante de tal exposto, o egocentrismo é a causa de diversos problemas sociais, isso ocorre porque a falta de empatia impossibilita o indivíduo compreender a realidade do outro, ao ter a noção de planejar o fato de automobilismo ser algo que promove qualquer pessoa a ter consciência de seus sentimentos e situações. Um exemplo disso é a corrupção, em que um representante estatal usa de meios ilegais para obter vantagens próprias, esse é um crime inconstitucional que favorece o praticante e prejudica a população.
Portanto, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Para isso urge que o Ministério da Educação crie, por intermédio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nos meios de comunicação e nas escolas que sejam voltadas a conscientizações sobre a importância de incluir e estimular a empatia nos vínculos sociais, de modo a evitar desvalorizações sobre tal virtude. Assim, se consolidará uma sociedade mais harmônica, na qual o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.