Poluição sonora: desafio para a saúde coletiva
Enviada em 06/11/2021
“Construimos muitos muros e pontes”. Essa afirmação do teólogo e cientista inglês Isaac Newton pode ser facilmente aplicada ao comportamento da sociedade anterior da sonora superior como um desafio para a saúde coletiva, já que essa conjuntura é marcada na sociedade por concentrar a construção de barreiras e a escassez de medidas para sua erradicação . Assim, torna-se claro que esse panorama tem origem através da omissão governamental e do comportamento humano.
Nesse quadrante, é preciso, de incio, discorrer acerca da displicência do Estado. Para tanto, faz-se oportuno rememorar o pensamento do Sociólogo polonês Zigmunt Bauman, segundo o qual faz-se necessário para exercer a função, operando como “zumbis”. À luz dessa lógica, bauminiama, a atitude passiva expõe a face zumbificada do Governo Federal, dado que embora seja responsável por garantir o bem estar da sociedade, essa instância se omite de sua função. Nesse sentido, isso promove uma adversa conjuntura, devido a carência de ações informativas, expondo dados e causas sobre uma fonte sonora, visto que a população brasileira possui pouco conhecimento acerca do assunto. Logo, não é razoável que este órgão público protagoniza a pobreza do conhecimento em relação a contaminação sonora na Nação Verde e Amarela.
Outrossim, é imperativo pontuar o individualism social como agravante dessa problemática. Nessa perspectiva, segundo Sócrates, filósofo ateniense do período clássico da Grécia Antiga, os erros são consequências da ignorância humana. Sob esse viés, observa-se, que o exercício da liberdade implica escolhas individuais que na sociedade contemporânea gera danos a toda população, possuindo uma classificação de falta de alteridade, já que é negligenciado o conceito de estimular atitudes empáticas como a redução de barulhos na coletividade. Dessa forma, essa falta de respeito pelos cidadãos brasileiros faz com que esse revés se torne algo de difícil combate.
É crucial, portanto, superar a gênese desse desafio. Dessa maneira, cabe ao Governo Federal, como instância máxima na administração executiva, criar expedições informativas para o combate à degradação sonora. Isso pode ser feito por meio de anúncio no Instagram, por ser uma rede social online que possui acesso de um público diversificado, de forma que pode proporcionar aos cidadãos maior conhecimento dessa temática. Além disso, as prefeituras devem realizar debates e palestras em praças públicas promovendo a conscientização da cidadania para vencer este inimigo. Espera-se, com essas medidas, construir mais pontes e derrubar os muros existentes associados ao combate de danos sonoros a saúde coletiva refutando a premissa de Newton.