Poluição sonora: desafio para a saúde coletiva

Enviada em 09/12/2021

Em se livro “Utopia”, Thomas More imagina uma sociedade esclarecida, em que todos são capazes de participar ativamente de um processo transformador de conscientização, evidenciando dessa forma a importância de seus representantes estarem saudáveis para exercer suas funções sociais. Diante disso, é lícito afirmar que, no Brasil, à saúde coletiva enfrenta sérios desafios no que diz respeito a sua preservação, com danos físicos e mentais provocados pela poluição sonora e falta de infraestrutura que atenuem essa situação.

Nesse cenário, nota-se que a população urbana se depara constantemente com situações que põem em risco sua saúde, em decorrência do grande número de emissores de ondas sonoras. Nesse viés, cabe mencionar o ilustre físico Maxwell, que trata sobre o nível sonoro das ondas mecânicas suportado pelos seres humanos, na qual seria próximo de 90 db - uma unidade de pressão pela área-. Evidentemente, isso é um parâmetro muito abaixo do observável pelos grandes centros, como aponta o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), na qual aponta um valor em torno de 120 db nas cidades, dessa forma, causando danos físicos e mentais aos seus habitantes. Por conseguinte, constata-se a necessidade de divulgação dessas informações por toda a população.

Ademais, é necessário compreender que a população urbana, sofre com a falta de suporte que amenize a proliferação da poluição sonora nos ambientes urbanos. Nessa perspectiva, constata-se divergência ao que versa a constituição federal de 1988, que dispõe sobre o direito de preservação de sua saúde e lazer, como uma conquista do cidadão. Assim, observa-se, diante da ausência de condições efetivas de fiscalização, com agentes especializados em monitorar perturbações sonoras em grandes ambientes. Infere-se, então, que as políticas de suporte ao cidadão devem ser mais efetivas.

Em síntese, a saúde coletiva tem enfrentado diversas dificuldades para amenizar os efeitos da poluição sonora. Sendo assim, cabe a mídia estabelecer projetos publicitários, destinados a divulgação dos efeitos nocivos que seu excesso, pode ocasionar em uma sociedade, visto que é um forte mecanismo de persuasão. Isso deve ser feito mediante campanhas de sensibilização, a fim de que a população tome consciência dos danos acometidos por essa prática. Além disso, é necessário que o Ministério da Saúde, fiscalize as cidades, por meio da criação de comitês fiscalizadores. O objetivo dessa medida é garantir que a população tenha pessoas que controlem os excessos, e que conheça os mecanismos de auxílio. Assim, à saúde coletiva, será preservada e a população poderá exercer propriamente seu papel de cidadão.