Poluição sonora: desafio para a saúde coletiva

Enviada em 17/03/2022

Em uma das cenas da obra cinematográfica “Venom”, o personagem principal, Eddie, encontra-se em seu apartamento quando um vizinho começa a ouvir música em um volume alto, o que causa seu incômodo e fúria. Entretanto, o desafio para a saúde coletiva relacionado à poluição sonora demonstra que o contexto da obra não é inteiramente ficcional, sendo trazido para a realidade brasileira. Nesse sentido, dois fatores devem ser apontados como propagadores dessa triste realidade: a negligência estatal e a educação brasileira.

Em primeiro plano, é importante destacar os danos causados pela ausência de medidas públicas no combate ao lamentável entrave. A esse respeito, a Carta Cidadã de 1988 garante os direitos e os deveres de toda a população, além de proporcionar, sem exceções, a harmonia e o bem-estar social. Entretanto, nota-se que o preceito constituciconal não está instaurado na prática, visto que o Estado carece de programas que visem combater a poluição sonora em questão no Brasil, e esse fato gera, vergonhosamente, danos aos habitantes, estes que tem seus direitos violados e sua saúde cruelmente afetada. Dessa maneira, faz-se “mister” uma mudança da posição estatal de forma urgente.

Além disso, o falho sistema educacional pode ser apontado como promotor do empecilho. De acordo com a música “Another brick In the wall”, da banda Pink Floyd, o ambiete escolar é opressor e supérfluo, além de ser pouco engajado em pautas sociais importantes. Nesse perspectiva, a ausência de atividiades relacionadas à poluição sonora e seus desafios para saúde, oferece, infelizmente, um conhecimento insuficiente aos jovens no que diz respeito à formação de um cidadão, persistindo-se nas futuras gerações. Destarte, tudo isso contribui para o cenário caótico.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Assim, cabe ao Ministério da Educação proporcionar o devido conhecimento aos alunos em instituições escolares, por intermédio de atividades como palestras e debates com a presença de professores de sociologia, a fim de criar, a longo prazo, um cidadão com a consciência sobre os prejuízos que são causados pelos sons elevados. Somente assim, a realidade de Eddie será completamente ficcional.