Poluição sonora: desafio para a saúde coletiva

Enviada em 02/05/2022

O filme “UP - Altas Aventuras”, uma animação infantil, retrata a vida de Carl, o morador localiza-se em um bairro que passa por um processo de urbanização. Diante disso, é acometido pela poluição sonora e modificações indesejáveis da paisagem de sua vizinhança e, posteriormente, para fungir das turbulências do centro urbano, o idoso amarra balões em sua casa e flutua para longe da localidade. Fora do campo cinematográfico, é notório que os incômodos oriundos da contaminação sonora ocasiona problemáticas na qualidade de vida da sociedade brasileira. Nessa perspectiva, é imprescindível analisar a importância de combater tal prática, bem como a dificuldade de concretizá-la.

Nesse viés, é válido ressaltar a necessidade de efetivar a redução da poluição sonora devido sua relevante relação com a saúde coletiva dos indivíduos no país. Essa questão está diretamente associada ao fato de, segundo o historiador brasileiro José Murilo de Carvalho, para que haja uma cidadania plena na sociedade é essencial articular os direitos civis, políticos e sociais. Sendo assim, percebe-se a falta da consolidação dos direitos sociais dos cidadãos, dado que a propagação de ruídos torna-se uma questão de saúde pública, pois gera efeitos negativos aos indivíduos, como depressão, estresse e surdez.

Portanto, é indispensável adotar medidas que venha mitigar a problemática da poluição sonora. Para isso, cabe ao Poder Executivo - na esfera federal - criar uma proposta de ampliação da verba orçamentária anual destinada aos Governos Municipais. Tal proposta deverá ser efetivada por meio de uma votação feita por deputador e senadores, pois são componentes do Congresso Nacional e responsáveis pela aprovação de alterações na Lei Orçamentária Anual. Isso deve ocorrer a fim de amplificar a fiscalização efetiva das normas de silêncio nas cidades. Afinal, as medidas extremas retratadas pelo filme “UP - Altas Aventuras” devem ser extinguidas.