Poluição sonora: desafio para a saúde coletiva
Enviada em 06/05/2022
De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico” por ser, assim como esse, composta por partes que trabalham entre sí, o que em sua opinião aumenta os laços de solidariedade entre os homens. Todavia, hodiernamente, a poluição sonora distância os brasileiros dessa harmonia coletiva. Com isso, é necessário discutir os impactos gerados por esse desrespeito social.
Nesse sentido, é fundamental entender que a poluição sonora produzida por industrias e construções cívis, contribue para problemas auditivos. Isso ocorre, pois, os ruidos emitidos por fábricas e obras ultrapassam os 70 decíbeis recomendados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Sob essa ótica, percebe-se que, não há respeito para com o sossego do cidadão ou empatia em relação ao risco de exposição a sons que o sistema auditivo não é capaz de suportar.
Além disso, o ultrapasse do límite de sons tem fomentado os conflitos cívis. Tal questão ocorre, porque muitas pessoas não se preocupam com consequências geradas ao ouvir músicas no maior volume e a qualquer hora. Logo, estresses são desencadeados e agressões verbais e físicas são geradas entre aqueles que incomodam e os que são incomodados. Dessa forma, além dos prejuízos a saúde, esse impasse também trás o aumento da violência, contribuindo para que o Brasil continue como o segundo País mais violento da América do Sul - segundo o jornal G1 da globo - .
Portanto, observa-se que a poluição sonora precisa ser contida. Para isso, é necessário que o orgão do Poder Judiciário, em específico o Ministério da Justiça e Segurança Pública, reforce às leis de fiscalizações em centros urbanos e áreas industriais , aderindo punição de multa para os que ultrapassam os límites de ruidos estabelecidos pela (ABNT). Desse modo, a saúde auditiva e vida em sociedade do cidadão serão preservadas , tendo assim, a harmonia social a qual se referiu Émile Durkheim, presente na sociedade.