Poluição sonora: desafio para a saúde coletiva
Enviada em 19/08/2022
Na obra “A república”, o filósofo grego Platão idealiza uma cidade livre de desordens e problemas, em que o povo trabalha em conjunto para superar todos os obstáculos. Fora da ilustre produção literária, com ênfase na sociedade brasileira hodierna, percebe-se o oposto dos ideais de Platão, visto que a poluição sonora representa um obstáculo de grandes proporções. Assim, é notório que esse cenário antagônico é fruto da falta de educação pública, quanto da pobreza na fiscalização desse tipo de problema.
Em primeira análise, é imperioso analisar a ausência de medidas governamentais para preencher a lacuna na educação pública. De acordo com o artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos os indivíduos nascem livres e iguais em dignidade e direitos, porém esse preceito não é concretizado na sociedade, uma vez que o Estado não cria medidas públicas voltadas carência na educação e, como consequência dessa negligência, temos um alto índice de casos de pertubação à paz por meio de equipamentos de som.
Outrossim, é crucial explorar o efeito da falta de fiscalização estatal como outro agente influenciador do revés. De acordo com a Organização Mundial da Saúde,10% da população mundial está exposta a niveis sonoros que podem causar a perda de audição. Diante desse pressuposto, percebe-se que como as pessoas não têm certa punição por essa infração, não temem comete-la. Destarte, tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a falta de fiscalização contribui para a perpetuação desse cenário caótico.
Infere-se, portanto, que é imprescindível a mitigação dos desafios para combater a poluição sonora. Assim, o Ministério da saúde,órgão governamental responsável pela saúde pública desses casos, deve criar, mediante verbas governamentais. Com essa ação,a sociedade brasileira poderá chegar perto das convicções platônicas e, além disso, alcançar o bem-estar social.