Possíveis impactos da reforma brasileira do Ensino Médio

Enviada em 04/10/2019

Segundo a Constituição Brasileira, é dever do Estado garantir ao indivíduo o acesso à educação. No entanto, o atual cenário educacional do país compromete essa lei, evidenciando a necessidade de mudanças no setor. Entretanto, a reforma do ensino médio aprovada, contém falhas que promoverão efeitos negativos à educação, ora por se caracterizar como imposição, ora por oferecer consequências que serão enfrentadas adiante.       Primeiramente, é crucial levar em consideração o modo que a Reforma do Ensino Médio foi aprovada. Embora essa seja uma decisão fundamental para população, a reforma foi aprovada por meio de medida provisória. Desse modo, não contou com a participação daqueles que serão os principais envolvidos. Assim, parafraseando Stephen Hawking, se as maiores realizações humanas surgiram da conversa, e os maiores fracassos de não se conversar, logo, o novo ensino médio imposto é um dos fracassos que previa o físico.

Em segundo plano, cabe ainda ressaltar as consequências negativas atribuídas à reforma. Isto é, uma vez que será responsabilidade do aluno escolher as disciplinas cursadas, algumas áreas essenciais do conhecimento serão desconsideradas, acarretando em uma deficiência no seu nível de instrução. Logo, caso a reforma não seja reformulada, será analogamente a vitória de Pirro - batalha grega vencida a altos preços - embora represente um avanço à curto prazo, os altos preços se tornarão em prejuízos irreparáveis para os principais afetados, os estudantes.

Portanto, tento em vista que a melhora do ensino médio é necessária, cabe ao Governo, estabelecer novas propostas para a educação de base, por meio de projeto de lei, visando não só mudanças no currículo escolar, como também, no salário dos educadores e na infraestrutura das instituições, além de garantir participação social mediante plebiscito e ouvidorias. Dessa forma, garantir-se-á que a prática dos docentes contribua com a reforma, e assim, os direitos previstos na Constituição, serão, finalmente, efetivados.