Possíveis impactos da reforma brasileira do Ensino Médio

Enviada em 31/10/2019

A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro - coloca como dever do Estado proporcionar educação pública de qualidade para seus cidadãos. A escola pública no Brasil já existe há muitos anos e esse modelo educacional, principalmente o do Ensino Médio, necessita de remodelação. Pensando nisso, o Governo Federal propôs mudanças nas bases do colegial. Nesse sentido, torna-se impreterível discutir acerca da reforma do ensino médio na educação tupiniquim.

É pertinente, de início, ratificar a falta de recursos como grande fator propulsor dos baixos índices de aproveitamento do nosso ensino. A reforma proposta prevê aumento na qualidade da educação ofertada no país. Com tudo, os verdadeiros problemas estão nas infraestruturas precarizadas das escolas deste corpo social. Esse fato, desestimula estudantes e afeta negativamente os números educativos da nação. Logo, dispôr maiores recursos para área tão importante para o desenvolvimento humano faz-se uma medida necessária.

Em segundo lugar, mas não menos importante, é valido ressaltar a falta de debate sobre a reforma como condição preocupante. A reestruturação do ensino foi imposta pelo governo através de uma Medida Provisória (MP) sem consultar aqueles que serão mais afetados por ela, alunos e professores. Esse episódio levanta enormes críticas sobre o feito, principalmente pelo fato de não ouvir os anseios da população alvo. Assim, envolver maiores debates antes de efetivar essa medida é uma ação indispensável.

É fundamental, portanto, alterar a realidade apresentada a fim de se viver em consonância com a Constituição Federal promovendo a melhor educação possível para a sociedade. Destarte, é papel do Estado identificar a educação como sua grande prioridade fazendo assim a liberação de maiores recursos para a pasta. Por sua vez, o Ministério da Educação deve atender e ouvir os pedidos da nação, para saber onde investir corretamente verbas educacionais. Essa prática deve ser feita através das redes sociais, sites e e-mails, que deverão receber críticas e solicitações da população sobre as necessidades das instituições de ensino. Além disso, o legislativo federal deve rever a MP do Ensino Médio, levando em consideração as opiniões de educadores e especialistas no assunto promovendo um debate muito mais amplo sobre a reforma. Esses debates poderão ser efetivados através de programas televisivos de abrangência nacional que estimulem, por meio de autoridades no assunto como Jaqueline Moll, o envolvimento deste corpo social sobre o tema, democratizando medida tão importante para o Brasil.