Possíveis impactos da reforma brasileira do Ensino Médio
Enviada em 20/04/2020
Na Idade Média, a educação ocidental sujeitou-se à religião. Análogo a isso, a educação no brasil começa com a chegada dos portugueses, os padres, vindo de Portugal, assumiram o papel de catequistas e professores dos índios. No entanto, nos dias atuais, com a Lei de Diretriz e Bases da Educação Nacional -LDB, fica estabelecido como sendo dever do Estado a progressiva extensão do Ensino Médio. Assim, com essa lei, houve a necessidade de avanços no Ensino médio e, com isso, surgem os possíveis impactos no ensino dos jovens brasileiros.
Destaca-se, primeiramente, a importância dos avanços do Ensino Médio para toda a sociedade. Nesse viés, na obra o Ateneu, de Raul Pompeu, observa-se que no ambiente escolar há uma sintonia entre a educação que ali se processa e aquilo que a sociedade espera dela. Nessa obra, percebe-se a tentativa de proporcionar aos jovens a educação necessária para sobreviver nesta sociedade. Por certo, no Brasil, o Ensino Médio é considerado como a etapa mais preocupante, visto que apresenta altos índices de evasão. Como prova disso, segundo o Instituto Nacional de Educação e Pesquisas Educacional Anísio Teixeira (Inep) cerca de 40% dos brasileiros de até 19 anos não conseguem concluir-lo. Além disso, conforme o Ministério da Educação (MEC) poucos desses que concluem estão ingresso no ensino superior, cerca de 80% estão fora das universidade. Diante disso, é notório que há uma necessidade de avanços no ensino de qualidade para os brasileiros.
De modo secundário, vale elencar, que com os avanços na diretriz educacional possíveis impactos surgem. Nessa perspectiva, a reforma brasileira do Ensino Médio trás consigo possibilidades que possuem caráter discutível, uma vez que, de acordo com o MEC, oferecerá uma alternativa de formação média, técnico e profissional. Dessa maneira, fica evidente que, isso é necessário, pois, conforme dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o cenário da educação no Brasil é alarmante, uma vez que o país não atingiu as metas nos anos finais do ensino fundamental e ensino médio. Dessa forma, o país fica na contra mão do desenvolvimento educacional.
Por tudo isso, para que ocorram avanços significativos, é necessário o comprometimento de toda a sociedade. Para tanto, cabe ao Estado, que de acordo com Thomas Hobbes, na proposta de contrato social, tem o papel de regular a sociedade, junto ao MEC, a implantação de medidas capazes de incentivar os jovens a permanecerem no ambiente escolar, por meio de cursos profissionalizante remunerados, a fim de prepara-los para o mercado de trabalho e, alem do mais, muitos que desistem de estudar para trabalhar, terão oportunidade de manter-se na escola. Desse modo, cumprirá o aforismo do filosofo Immanuel Kant: “o homem é aquilo que a educação faz dele”.