Possíveis impactos da reforma brasileira do Ensino Médio

Enviada em 12/05/2020

“Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”, já visionada Paulo Freire. Mal sabendo ele que esse pensamento refletiria claramente nos percalços enfrentados nas séries finais do ensino básico, pois, devido à má qualidade do ensino originada desde o século XIX, os resquícios dela perduram até os dias atuais. Há, por isso, uma discussão massificada nos meios telecomunicativos sobre a reforma no ensino médio. Aliás, esse é um assunto que envolve não só o currículo rígido, mas também o interesse econômico em detrimento do educacional. Todavia, um ponto é fundamental: apesar de ser desafiador amenizar os efeitos de tal problemática, é possível vencê-los com a adoção de medidas eficazes.

Em primeira instância, essa situação é um problema, pois o currículo é rígido e desconectado da realidade do aluno. O filme “Sociedade dos Poetas Mortos” condiz com ela, visto que algumas matérias são mais valorizadas que outras, trazendo ao estudante receio de seguir carreira naquilo que realmente deseja, por não ser prestigiado. Assim, elas geram problemas na vida do discente, como ansiedade, estresse e até mesmo distúrbios psicológicos mais sérios. Tais fatores deixam clara a gravidade do percalço.

Em segunda instância, esse problema é difícil de ser resolvido, porque há o interesse econômico em detrimento do educacional, diz o filósofo Maquiavel em “Os fins justificam os meios”. Assim, o interesse econômico esclarece o porquê de a educação não ser discutida com os grupos envolvidos, tendo como consequência mais barreiras na obtenção de uma educação de qualidade para todos os estudantes. Dessa forma, é visível que o assunto em estudo é desafiador.

Diante desses fatores, é inegável que a reforma do ensino médio exige a adoção de medidas eficazes. Uma delas cabe ao Ministério da Educação reduzir a desigualdade na valorização das matérias, através de aulas extracurriculares que possam envolver os alunos que tenham interesse em se profissionalizar na área. Assim, tendo como objetivo incentivar os estudantes a estudar para as mais diversas carreiras e não apenas as consideradas tradicionais e mais importantes. Por fim, é de responsabilidade dos alunos lutarem pelo interesse educacional, por meio de movimentos nacionais virtuais e de manifestações pacíficas, como a dos “Caras Pintadas”, ocorrida na década de 1970. Além disso, terem como objetivo tornar a educação efetiva e justa, que todos possam ter acesso. Com tais atitudes, é possível solucionar o problema.